Por Ciro Garcez*
A eliminadorzinho é uma banda paulistana que surgiu em 2016, e que tem se destacado na cena independente do rock atual. Composta por Gabri Eliott (guitarra e voz), João Haddad (baixo e voz) e Tiago Schützer (bateria e voz), a banda é conhecida como uma das principais do rock romântico e triste, com seu famoso barulhinho. Eles já lançaram dois álbuns, ‘Rock Jr.’, de 2021, e seu sucessor, ‘eternamente,’, em 2025. Os dois álbuns foram muito elogiados pela crítica e pelo público, com uma das conquistas sendo os dois fazerem parte da lista de cem melhores de seus respectivos anos pela APCA (Associação Paulista de Críticos de Arte), estabelecendo a imagem do grupo na cena independente.
A eliminadorzinho vem fazer, pela primeira vez, uma turnê pela região nordeste. As apresentações começam dia 23 de abril, em Salvador (no Discodelia, no Rio Vermelho), e terminam 3 de maio em Natal. A turnê leva a palavra de “eternamente,” para a região, com referências sonoras que bebem do shoegaze, noise, indie, e que no repertório tem o som rasgado e alto, que trata em suas letras tanto de emoções íntimas, mas também tem muito humor. Acompanhando este momento da banda, o el Cabong entrevista João Haddad e Tiago Schützer para saber sobre o momento da banda, o disco e como tem sido as mudanças durante esses dez anos de eliminadorzinho.
el Cabong: Uma coisa no segundo álbum de vocês que chama a atenção é que ele é muito bom para bater cabeça. Ele se diferencia do som do primeiro álbum, Rock Jr.. Ele também traz novos elementos para música que vocês fazem, como vocês três cantando, se observar bem mais a cidade de São Paulo e tudo mais. Como foi construir esse álbum?
João Haddad : Cara, foram dois processos muito diferentes, o do Rock Jr. e o do eternamente,. O “Rock Jr.” foi a junção de composições que fizemos durante anos. Tem canções que fizemos três, quatro anos antes do disco ser lançado. Depois de ver que tínhamos um número suficiente de músicas, fomos gravar. Aí chegou a pandemia, ainda teve todo o processo de pós-produção e mixagem. Como estava no meio da pandemia, pensamos em fazer com calma, aí demorou muito pra fechar. De fora ele é muito coerente, mas por dentro ele é bem normalzinho. Não é um disco com muita força no quesito bater cabeça, mas é forte em outras coisas, mas não nesse impacto.
Já o eternamente, veio num mau momento da banda. Estávamos sem tocar há algum tempo, sem ensaiar, sem compor. Passou mais ou menos um ano em suspenso. Tava um clima de merda, pra ser bem franco. Aí chegou 2023 e sentamos e conversamos “vamos colocar essa banda de novo nos trilhos?”. Aí aconteceu. Entramos num processo criativo muito maluco, de compor sem parar. Antes a gente compunha muito junto, mas no eternamente, não. Todo mundo começou a trazer um monte de ideias. Tinha umas que compúnhamos juntos, outras que vinham já prontas. Aí foram uns meses fazendo muita música. Acho que isso dá mais o tom de uniformidade, já que todas foram feitas no mesmo período. Penso que seja assim, ao invés de você construir o prédio de baixo pra cima você constrói da esquerda pra direita. Por mais que ele seja longuíssimo, com quase uma hora de duração, ele tem essa linha mestra.
Tudo tinha energia muito forte quando ensaiávamos, então na hora de gravar no estúdio, falamos “queremos gravar tudo ao vivo e imprimir essa energia que acreditamos que deva ter no disco”. Gravamos todas as quinze músicas ao vivo num fim de semana, tudo na força dos dedos. Eram dois takes em cada música e ia pra próxima. Aí a mixagem e a pós-produção foram bem guiadas por isso, sabíamos exatamente o que fazer, o que queríamos. Que bom que você percebeu isso do som mais pesado, era o que queríamos mesmo, ser um disco mais de porrada, de bater mais cabeça mesmo.
el Cabong: Além dessa perspectiva de mudança no segundo álbum, o que mudou em perspectiva de banda do primeiro pro segundo? Como vocês olham o som de vocês agora?
João Haddad: Eu tô achando muito mais irado o nosso som. Para mim, esse disco é como a eliminadorzinho deveria soar. Esse show é o nosso show ideal, não deixa nada a desejar. Se você gosta ou não gosta, realmente é esse show que vai demonstrar se a eliminadorzinho é pra você.
Tiago Schützer: Eu sempre tenho colocado em perspectiva. Nós crescemos e amadurecemos em várias coisas. Até o jeito que tocamos que assumimos e acho importante valorizar isso. Nós tínhamos coisas no começo e batemos o pé que é esse barulhinho mesmo. Mas acho que no começo nós tínhamos outra pressão, as coisas que achávamos que era bom e era ruim. Era uma fusão estética um pouco mais fechada, o que era o rock, o que era o rock barulhinho e tal. Aí nessa passagem de tempo e amadurecimento, nós vimos e falamos “Bora fazer música”. Nós vamos fazer um álbum, vamos fazer uma música e por acaso essa música vai ter uma batida desse jeito ou desse outro estilo. Nós fomos entendendo melhor as nossas escolhas e nós vamos bancar assim mesmo. Por isso eu acho que esse disco tem uma variedade maior mesmo devibes.
el Cabong: São Paulo está muito presente no disco, dá para perceber quando vocês falam de lugares, como a Linha Turquesa do metrô. Eu, como não sou da cidade, sinto essa ideia de vocês estarem falando do seu cotidiano e realidade. Parece que nesse segundo álbum a cidade está mais presente e tem os afetado mais. Como é isso para vocês?
João Haddad: Tem esse efeito duplo. De um ângulo, eu cantaria sobre qualquer cidade que eu estivesse, porque a música é parte da experiência que eu tenho, do cotidiano. Faz parte desse fluxo de consciência que necessariamente está em um lugar. Você começa a pensar, começa a cantar, começa a compor, tem sempre um lugar na cabeça, e esse lugar para mim é o lugar que eu tô. Mas ao mesmo tempo não é algo dentro de mim, é algo de fora que me afeta. Aí realmente aparece São Paulo, é a Linha Turquesa, é o SESC. Aí existe essa presença meio ambígua, toda letra, pra mim, tem que estar em um lugar, uma situação, um plano de fundo. Então para mim afeta muito e vai continuar afetando. Não tem como fugir e nem acho que deveria. Mas é o Tiago que canta. “A Cidade é uma Selva”, então aí é com ele, ele que diga.
Tiago Schützer: É… “A Cidade é uma Selva” era uma piada, né. Foi uma letra que nasceu espontaneamente. Mas claro, não só a cidade vai acabar aparecendo pelo contexto que nós estamos, mas é uma coisa que vemos nas letras de outras bandas e outros artistas. Então quando tem menções da cidade de São Paulo nas letras do Itamar Assumpção, da Lupe de Lupe, tem essa identificação, com um lugar que eu fui ou já ouvi falar, então tem isso. Eu sou arquiteto, né. Mesmo não trabalhando com isso, tá muito claro como esse ambiente afeta, essa doideira que é São Paulo. É esse ambiente de bagunça.
el Cabong: Vocês praticamente dobraram o repertório com esse segundo disco, que tem quase uma hora. Como foi essa gerência de tempo e bancar fazer esse álbum longo, dizer que são essas músicas que vão estar, vão ser quinze músicas. Como foi essa experiência para vocês e esse pensamento de dizer “é isso que vamos entregar para o público”.
João Haddad: Foi muito consciente. Pra mim estava muito claro. Complementando até o que o Tiagão falou, estávamos muito mais maduros, e não de um jeito bobo de “antes éramos crianças e agora adultos”. É de ter muito mais consciência do trabalho que estamos fazendo. Antes tinha um elemento muito incidental na composição. Nesse disco nós tínhamos muito mais consciência do que fazíamos e colocávamos. Diferente do Rock Jr., que reunimos músicas de vários anos, em eternamente, nós fomos compondo com uma data limite, então o que estava pronto colocamos no disco e o que não estava deixa para depois, porque íamos focar na gravação. Então foi abraçar fazer um disco gigante, a propósito, acho que toda banda tem que ter um disco gigante em algum momento. É mais difícil de ouvir, o pessoal reclama de ter uma hora, e eu acho que tem um certo conforto do público em querer álbuns de trinta minutos, com dez, onze músicas. Da minha parte, eu prefiro bancar esse álbum gigante, e eu tenho experiências fantásticas com discos longos. Eu também acho difícil ficar ouvindo durante uma hora barulho, gritaria e guitarra, e nós estamos conscientes disso. Mas é uma delícia revisitar um disco assim, ele é quase infinito, então você vai revisitá-lo várias vezes. Quando estávamos compondo, um disco muito central foi oWowee Zowee(1995), terceiro disco do Pavement, que é gigantesco e ao mesmo tempo que é insuportável, é muito bom. Eles antes fazem oCrooked Rain, Crooked Rain (1994), que é um disco mais pop, curto e que eu acho perfeito, masWowee Zowee eu sempre volto a ouvir e sempre vou redescobrindo, anos depois presto atenção em outras músicas e vou gostando de outra forma do álbum. Então eternamente, vem todo de uma forma consciente, não existe nenhuma músicafiller, todas as músicas tem um motivo para estarem ali. Pode ser um disco anti-comercial na maneira das pessoas se apropriarem dele e ficar dandoplay, mas tem essa relação de longo prazo. Então eu almejo que daqui a dois, três, dez anos, as pessoas continuem a escutar o disco e tenham essa experiência de redescobrir e ter um olhar diferente até para as músicas que antes não davam tanta importância. Conseguir saborear ele.

el Cabong: E me digam, além do Pavement, o que vocês estavam ouvindo enquanto faziam o disco?
João Haddad: Foi um processo meio longo, começamos a compor no final de 2023 e metade de 2024, e gravamos em metade de 2024 e começo de 2025, então foi mais ou menos um ano fazendo. Então além de Pavement, ouvi muito Oasis, que tinha acabado de ter o anúncio da volta deles e ficamos malucos ouvindo Oasis sem parar. Também ouvimos muito Pepeu Gomes quando estávamos compondo. Uma referência universal pra gente é Itamar Assumpção, principalmente minha e do Tiago. Sempre estamos ouvindo e cantando muito Itamar Assumpção. Bem no início eu escutei muito oRecord (2023), da Boygenius, que foi uma das inspirações para todo mundo cantar no eternamente, e essa ideia de um trio somar um ao outro. Eu também fui muito marcado pelo show do Pavement que teve aqui em São Paulo em 2024, e foi o show mais irado que eu já fui na minha vida.
Tiago Schützer: Difícil dizer. Eu tenho referências que são mais externas. Mas tanto a galera contemporânea do Itamar, que falam muito de São Paulo também, mas eu gosto muito também dos que o Kiko Dinucci falou que eram “o pessoal da igreja”. É esse pessoal que tá nesse culto Itamar Assumpção, as pessoas que seguem a palavra dele. E aí tem Metá Metá, Rodrigo Campos. Uma galera que eu ouço, mas que não tem tanto haver com o que fazemos de som. Acho que tem uma certa coisa de atmosfera, alguma coisa de humor que trazemos, mas pelo o que o Had falou, acho que já contempla bem a resposta.
el Cabong: Vocês já falaram em outra entrevista como no início vocês tocavam para pessoas mais velhas que vocês, e agora vocês tocam para pessoas mais jovens. Há também uma volta do rock, com um número grande de bandas surgindo. Como vocês veem a volta do rock, pelo menos dessa cena independente, tanto para a geração de vocês, como essa que está acompanhando agora, e também essa multilinguagem atual do gênero, que parece muito mais variado em estilos do que anos atrás.
João Haddad: Cara, tava pensando isso hoje enquanto tava indo pro pilates. E assim, eu concordo plenamente, tanto no nível qualitativo quanto no quantitativo. O rolê tá claramente maior hoje. Tem muita banda, muito mais público. Lógico que ainda é nichado, mas eu tenho a impressão que dez anos atrás era muito mais. Você conhecia todo mundo. O rolê do Brasil todo cabia num grupo deTelegram. Hoje em dia só a Chococorn tem umserver deles doDiscord cheio de gente. É muito maior, tem muito mais alcance e tá com muito mais alcance da molecada. Porque essa geração o pessoal é meio doido, eles colam mesmo. Se você vê no público, dez anos atrás era um pessoal muito mais nerd, mais de boa. Hoje em dia a galera é porra louca, cabelo pintado, piercing, uns menor de idade doido. Então eu acho que isso dá um dinamismo irado. Nós ganhamos muito em público, em tipo de rolê, em sonoridade. É isso que eu tava pensando hoje. Dez anos atrás, quando eu tinha uns 18 anos, quando começou a ouvir essas paradas, lembro que eu baixava as músicas no meu celular, doBandcamp, botava no carro com minha mãe e falava “mãe, olha que irada essa banda”. Aí eu mostrava Fábio de Carvalho, Lupe de Lupe e minha mãe falava “nossa, é tudo muito parecido”, e na época eu achava tudo muito diferente. Aí hoje olhando, com a variedade que tem, realmente era tudo muito parecido lá atrás, um monte de gente triste, que fazia o rock triste. Cotidiano triste, faculdade. Até nossas músicas de dez anos atrás eram assim, rock de quarto triste, juventude meio com depressão. Hoje em dia não, hoje tem uma variedade gigantesca, de tudo quanto é jeito. Chococorn and the Sugarcanes fazendo esse emo maluco deles, aí a Bella e o Olmo da Bruxa fazendo esse rock mais tradicional, a Juia lançando agora a música do Didi (música Dr. Renato Aragão, presente no álbum “dois trabalhos”). Eu sinto que hoje em dia fechou a lacuna. Tinha antes o pessoal da MPB, aí tinha esse pessoal do rock triste que era esse nichinho. Agora eu sinto que o espectro tá todo preenchido, tem banda de tudo quanto é jeito, conversando, tocando junto, de tudo quanto é estilo. Acho que vivemos um grande momento do rock e acho que a música independente brasileira vive uma das melhores fases. Obviamente eu não estava lá vinte anos atrás, mas a impressão que eu tenho é que é meio dominação mundial mesmo. Só esse ano no Lollapalooza tinham quatro, cinco bandas que eu sou amigo. Isso salta os olhos de fato. Eu acho que é um grande momento do rock.
Acho que vivemos um grande momento do rock e acho que a música independente brasileira vive uma das melhores fases.
Tiago Schützer: Sempre penso que a gente deu essa sorte ou essa proeza de sobreviver à pandemia, e foi muito da hora ver essa transformação. No começo era muito legal, vários amigos entrando e fazendo banda. Tinha muito selo independente também. E aí veio a pandemia e vários projetos acabaram. Nós mesmo sofremos nesse processo. Mas é isso, quando chegou a pandemia esse público era criança, passou a pandemia se tornaram adolescentes e começaram a ouvir essas coisas e acontecem coisas, como fãs que já falaram pra gente “mano, essa música de vocês é a minha música de término com a minha primeira namorada”, e o cara tem dezoito anos. Mas é muito legal, porque eles realmente nos abraçaram, nós botamos muita fé neles. É um processo que se alimenta todo dia também, a galera jovem animando e querendo fazer banda. Na verdade, eu acho que esse é o nosso objetivo final, que todo mundo nos veja e queira ter banda também.
el Cabong: O protagonismo feminino tem sido muito grande na cena rock atual, com muitas bandas nos vocais e no resto da banda tendo participação de mulheres. Como tem sido ver isso e como tem sido isso com vocês também, com Gabri Elliot (guitarra e voz), cantando sobre várias questões femininas, mas que tocam outras questões, como a transição e transgeneridade.
João Haddad: É um respiro. Cometendo aqui o sacrilégio de falar em nome de uma mulher da banda. Tem sido irado. Pra mim é um alívio, e falando da perspectiva da música, eu acho que traz uma sensibilidade que é essencial para a eliminadorzinho. Eu acho que só tem a enriquecer tudo que compomos. Esse disco dá pra ver marcadamente a perspectiva dela nas músicas. E é bonito também, pelo menos da minha posição de homem cabeludo barbudo. E tem coisas muito legais também acontecendo, por exemplo, nós fomos tocar em Juíz de Fora no final do ano passado, abrimos a lista trans, aí a Gabri comentou sobre as amigas trans doBluesky, que ela falou sobre o show e elas iam colar no show. Aí colaram umas nove meninas de galera e ficaram na frente do show, cantando todas as músicas. Isso era uma coisa que não era tão presente há anos atrás, senão completamente ausente. E hoje em dia esse é o normal, quem tá na frente, quem ouve, quem apoia, quem compra merch. Pra mim é muito emocionante ver esse movimento, muito bonito.
Tiago Schützer: É, tem toda essa mudança nos shows, com mais mulheres, com mais pessoas trans mesmo. Mas também tem mais pessoas negras, pessoas não brancas no geral. Acho que no começo, quando começamos, era muito molequinho branco, tinham algumas pessoas negras, mas em sua maioria eram meninos brancos. E ainda bem que todo mundo entendeu que o rock é pra todo mundo mesmo e que bom que tá muito mais diverso. E sinceramente, não dava muito jogo antes, era meio chato.
el Cabong: Sobre o show do “eternamente,”, como tem sido a experiência de apresentá-lo e o que esperar dele?
Tiago Schützer: Nós tivemos algumas oportunidades de tocar música nova fora de São Paulo, em cidades que tínhamos ido, interior de São Paulo e tal, e é muito doido comparar os rolês de São Paulo e fora. São Paulo é muito competitiva, tem um rolê e no mesmo dia tem mais três que teriam o mesmo público. E no interior normalmente tem só um rolê pra ir na cidade, então vai muita gente. É muito comum ver algumas pessoas que estão em todos os shows que fazemos naquela cidade. E agora que estamos voltando mais vezes, a galera acaba virando amigo mesmo, e estamos sempre sendo muito bem recebidos. Então nós chegamos e quebramos tudo mesmo. Tem a quebradeira clássica, mas nós até nos impressionamos com o público ouvindo a música uma única vez e já está cantando. O que prova que tem refrãos que funcionam mesmo e não só eles. Então tá muito legal e nós estamos muito animados, que sempre que rola um show tá muito bom.
João Haddad: Eu acho que o nosso show tá muito massa. Tô ansioso para tocar e tô confiante. O pessoal pula mesmo,mosha mesmo.
el Cabong: E o que esperar para o show que vocês vão fazer em Salvador?
João Haddad: Tô ansioso para tocar todas. Espero que o show, do início ao fim seja cabeçada, voadora, cantar todas as músicas do início ao fim. E isso é uma mudança bem grande, antes eu sempre tinha medo de tocar, ficava com medo, pressão baixava. Agora tudo mudou, esse show tá me deixando muito confiante. Nesse show nós entramos sempre para destruir tudo e complicar para a banda que vem tocar depois. Não vamos deixar nada pra ninguém.
Tiago Schützer: Tá sendo muita novidade pra gente fazer essa turnê. É uma doideira.
* Ciro Garcez é formado em Jornalismo e BI em Humanidades pela UFBA. Curioso por cultura e indústria cultural.






