Fechando o círculo

A banda O Círculo anunciou o fim de suas atividades. Mesmo sem ser uma banda excepcional, era uma boa banda com um trabalho promissor. A crítica é que, mais uma vez, uma banda teve início de uma forma contrária ao que deve ser feito. Com um produtor tendo uma visão de banda grande, sendo que era de qualquer forma uma banda iniciante, claro, já com um público, mas tinha que começar devagar, de baixo pra cima, e não o contrário. Se os motivos tem a ver com isso, não sabemos, mas é difícil uma banda começar já pensando em um mercado maior. Fica um lamento porque era uma banda com sua squalidade e com integrantes de talento. Enquanto isso quem está de volta é a banda Los Baganas.

  1. Caraiu quando eu li “está de volta a banda los…”, quando choro pensando que era Los Canos.

    Na boa, essa baixa na música pra mim nem faz diferença, a banda em nada me agradava mesmo.

  2. Eu não gostava do Círculo , achava uma banda pop chata , mas sim, tinham bons musicos, Pedro é um vocalista carísmático … mas a banda mais parecia uma extensão da antiga banda dele Skambo que também não deu certo. Não sei se o problema é esse de começar de baixo pra cima ou de cima pra baixo … talvez vc tenha razão.
    Mas acho que o problema principal seria o trabalho em si … as vezes parecia uma banda de baile com vários covers de musicas antigas de Caetano, Novos Baianos … acho legal, mas com exagero fica parecendo revival e ai não dá.

    1. Eu concordo com voce quanto a Scambo, achava isso mesmo, quase uma banda de baile, que mudava o repertório de acordo com a maré. Mas eu achava O Círculo melhor, nada sensacional, mas com um bom potencial como banda pop, com bons músicos, um vocalista muito bom que também compunha bem.

  3. O Círculo vai fazer falta ao cenário alternativo sim, porque vinha em uma constante escalada de público, e seria sim uma banda de grande porte, daqui há uns cincos anos, talvez, e mais dois bons trabalhos lançados depois do primeiro, que é muito bem conciso.

  4. Luciano e leitores deste blog:

    Se tiverem tempo, é uma boa opção ouvir o autêntico músico Roberto Mendes, o novo entrevistado do programa Podcast K7.

    “Se Bethânia não fosse de Santo Amaro, eu não gravaria com ela. Não teria nenhum interesse. Mas ela é o estímulo maior da minha obra” – Roberto Mendes

    Direto de Santo Amaro da Purificação, a conversa é franca, sem amarras e papas na língua.

    Confira o Podcast K7 #09 – Roberto Mendes no blog El Mirdad – Farpas e Psicodelia.

    A paixão por Santo Amaro, a chula, amigos, família, confronto Brasil Real x Oficial, a defesa do orgânico e da memória, a relação com a intérprete Maria Bethânia, as cacetadas na política, publicidade, crítica musical, mercado, classe média, entre outros assuntos, são os destaques da nona entrevista do programa Podcast K7.

    Abaixo, algumas tiradas interessantes de Roberto Mendes:

    “Eu não tenho nada além do que preciso para viver feliz aqui. Por isso que costumo dizer que eu não sou brasileiro, sou santamarense”.

    “O câncer da cultura nacional é a agência de publicidade”.

    “Não faço música pro mercado. Não tenho nenhum vínculo com ele”.

    “A arte é um conteúdo cultural refém da forma”.

    “Hoje a cultura política é a cultura da canalhice. Ser político no Brasil é ser canalha”.

    “Eu sou a reprodução do meu equívoco”.

    “A classe média no Brasil ainda arruma a casa para receber visita. Depois que a visita vai embora, o lixo continua”.

    “É a minha cara dizer que alguém não canta nada”.

    “Eu tenho pena de quem não me ouve porque perde o melhor de mim”.


    Músico da efervescente geração baiana dos anos 70, que continuou morando no lugar onde nasceu por opção, Roberto Mendes é uma figuraça rara, autêntico até o talo, franco em seus equívocos, violonista de uma técnica singular e compositor de extensa obra, gravada por diversos nomes de destaque da música brasileira, dentre os quais, Maria Bethânia. Possui hoje nove CDs lançados e um DVD, além de livros de pesquisa sobre os ritmos do recôncavo.

  5. Man, conversei por telefone ontem, tanto com Pedro Pondé, quanto com o produtor deles e o baixista, Taciano, que me disseram que a banda não acabou, não. Que iam buscar um cantor novo e entrar em estúdio dentro de dois ou três meses para gravar Cd novo, que já têm todas as composições e tal. Me disseram até que o produtor ia ser o filho de Guilherme Arantes. Mas essa história aí deles tá tão feia, cheia de acusações de ambos os lados, que sei lá, vai que mudou tudo de ontem pra hj! De qualquer forma, como eles me disseram isso, foi essa a informação que botei na notinha que saiu hj (terça) no Cad 2.

  6. o circulo = formidavel familia musical.
    o roteiro é igualzinho. todo mundo é amiguinho até as coisas darem certo. ai vem dinheiro, ego, e tudo vai por agua abaixo!

  7. A banda nao acabou… Ponde saiu.

    Caraiu quando eu li “está de volta a banda los…”, quando choro pensando que era Los HERMANOS. [2]

    AIUDHAIUDHAIUDHASUDHAUDHAUD

  8. Pendro Pondé é um zé buceta com zero de talento…
    O cara faz propaganda de faculdade sem conceito e se diz artista…
    Aí é foda.

  9. Pedro é um artista em potencial. Tem carisma, voz e presença, porém, a formula que ele usa ficou tipo “mais-do-mesmo”.
    O Circulo vai ser qualquer outra forma geométrica menos um circulo.
    Jonny Mar do Caribe deve está viajando com a beleza tropical de mar azul-cristal.
    Formidavel Familia Musical é uma mistura de água mineral com adoçante.

  10. Man, na moral, Scambo era (e ainda pode vir a ser) um encontro mais original que essas bosta que vocês tão falando de forma arrogante. A parada é complicada mesmo, mas tem gente que faz, ao contrário de um bando de guri que fica socando punheta aqui na Internet. Se o Círculo acabou, lá eles broder!

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