Maglore anuncia turnê nacional de novo disco. Ouça e conheça mais aqui num faixa a faixa

Maglore

Com início em Salvador, turnê da Maglore vai passar por cidades no Sul e Sudeste do país. Novo álbum traz a MPB indie rock do grupo com sonoridade oitentista.

Poucas bandas do pop rock brasileiro atual conseguem manter um nível tão alto de trabalhos lançados quanto a baiana Maglore. Em seu novo disco Fluxo Natural, o sexto de estúdio, a banda mantém seu indie, rock brasileiro, folk e MPB, mas agora com uma sonoridade dos anos 1980, com um pouco dos sons dos anos 1970.

Para apresentar a seu público o novo disco, a Maglore começa, no dia 20 de setembro, em Salvador (veja mais detalhes), uma turnê por cidades brasileiras. Depois de Salvador, o quarteto vai apresentar o disco ao vivo em São Paulo/SP (25/09), Sorocaba/SP (26/09), Porto Alegre/RS (15/10), Florianópolis/SC (16/10), Curitiba/PR (17/10) e Belo Horizonte/MG (13/11).

Com lançamento pelo selo LOCO Records, o álbum reúne canções que começaram a ser rascunhadas em 2024 em intervalos de turnês e no período que abanda lançou o álbum acústico. Fluxo Natural  foi gravado entre maio e abril deste ano de 2026 no Estúdio Kapa, na casa de Teago Oliveira, vocalista e guitarrista do grupo. Além dele a banda conta ainda comLelo Brandão (guitarra e teclado), Lucas Gonçalves (baixo e voz) e Felipe Dieder (bateria).

Assim como o álbum anterior, Fluxo Natural amplia a presença de Lucas Gonçalves no grupo, tanto como compositor, quanto nos vocais. Ele é autor de quatro das onze faixas, “Raio de Sol”, “Para Lô”, “Sulamericano” estas duas em parceira com a jornalista Carime Elmor, e “Caravelas”, parceira com o cantor e compositor Gustavo Galo. Lucas assume os vocais nas três primeiras, sendo que na homenagem a Lô e Márcio Borges, “Para Lô”, Lucas é quase onipresente, numa faixa quase solo. Ele canta, toca percussão, baixo, guitarra, piano, além de fazer o backing vocal.

Talvez esse seja um novo caminho da Maglore, com Lucas ganhando mais espaço, mas a banda continua tendo Teago Oliveira como centro. Ele compõe sozinho e canta todas as outras faixas e continua sendo a cara da banda e principal compositor. É ele quem fala sobre o disco.

Para Teago, Fluxo Natural  “é um disco de rock brasileiro”, diz. “Tem forte sensorialidade corporal e geográfica, fala-se muito sobre rio, mar, luar, outono, chuva, sol”, diz. Mas também fala de sonhar, de fé, infância, futuro possível, malandragem, de transformar a lama em banquete. Existe um microuniverso do pensamento brasileiro que talvez estejamos perdendo, mas que escolhemos trazer pra esse disco”, completa.

“O nome do álbum explica um pouco o caminho filosófico que ele percorre: Fluxo Natural significa que os obstáculos da vida são matéria prima para algo maior. Não é só sobre aceitação e sim sobre escolhas”, explica Teago. “O recado mais profundo do disco é do amor como algo que permanece. Não apenas de um jeito romântico, e mesmo com muitas imagens densas – impérios caindo, corpos modificados, chuva de concreto, pesadelos – o amor surge como âncora, como elo central”, diz o vocalista e guitarrista da banda.

“Filosoficamente, o álbum escapa do niilismo porque ele recusa o vazio de sentido. Em vez de concluir que nada importa, ele encontra sentido justamente no fluxo, nessa coisa que vai nos levando. O álbum também tem como ideia o pensamento de ‘sobreviver ao tempo’, mas da melhor forma que conseguimos, consigo e com o mundo, com propósito de seguir esse fluxo. Isso reflete um pouco a história da própria banda, que está em atividade contínua por quase 20 anos”, finaliza o músico.

Veja detalhes da Turnê da Maglore

Faixa a faixa (com Ficha Técnica)

SULAMERICANO (Lucas Gonçalves e Carime Elmor)
“Foi inspirada na história de Ney Matogrosso e tem como tema a coragem, sobretudo em tempos gris. É sobre um sul-americano que luta para perder o medo de sonhar e busca força na própria história para ganhar o mundo, apesar das adversidades.”

Voz – Lucas Gonçalves | Bateria – Felipe Dieder | Percussão – Filipe Castro, Lucas Gonçalves | Baixo – Lucas Gonçalves | Guitarra – Lucas Gonçalves, Lelo Brandão | Violão – Lucas Gonçalves | Backing Vocal – Lucas Gonçalves, Teago Oliveira

FAROL (Teago Oliveira)
“É a temática central do álbum. Apresenta a filosofia completa de ‘deixar perder, deixar estar’ e também faz um convite para ‘deixar o menino sonhar’. Serve como guia conceitual para vários outros momentos do disco.”

Voz – Teago Oliveira | Bateria – Felipe Dieder | Percussão – Filipe Castro, Teago Oliveira | Baixo – Lucas Gonçalves | Guitarra – Teago Oliveira | Violão – Teago Oliveira | Teclados – Dudinha Oliveira

PALESTINA NOS SEUS OLHOS (Teago Oliveira)
“É uma das faixas mais densas. Contrasta guerra, impérios e destruição com o amor que permanece. Tem momentos íntimos (café, ninar) e um tom de resistência emocional. Retrata o sentimento de quem vive em meio a uma guerra injusta, como o massacre da Palestina, ao tempo que lança esperança de dias melhores se baseando no afeto cotidiano.”

Voz – Teago Oliveira | Bateria – Felipe Dieder | Percussão – Teago Oliveira | Baixo – Lucas Gonçalves | Guitarra – Lelo Brandão, Lucas Gonçalves | Violão – Teago Oliveira | Hammond – Teago Oliveira | Flauta – Cuca Ferreira | Sax – Cuca Ferreira | Trompete – Bruno Orsini | Backing Vocal – Teago Oliveira, Lucas Gonçalves

SONHO REAL (Teago Oliveira)
“Mergulho no amor como portal para outra realidade. Questiona a fronteira entre fantasia e vida real (Eu não sei se quero acordar / Ou me perder num sonho real). Traz uma lírica onírica e romântica.”

 Voz – Teago Oliveira | Bateria – Felipe Dieder | Percussão – Teago Oliveira, Lucas Gonçalves | Baixo – Teago Oliveira | Guitarra – Teago Oliveira | Violão – Teago Oliveira | Lap Steel – André Ribeiro | Backing Vocal – Teago Oliveira, Lucas Gonçalves

O RIO E O MAR (Teago Oliveira)
“Uma reflexão sobre o tempo, memória, saudade e o reencontro inevitável. O encontro predestinado pela pessoa amada, mesmo tendo que esperar uma vida inteira, e um amor que continua mesmo depois da ausência.”

Voz – Teago Oliveira | Bateria – Felipe Dieder | Percussão – Filipe Castro | Baixo – Lucas Gonçalves | Guitarra – Teago Oliveira, Lelo Brandão | Guitarra Solo – Lucas Gonçalves | Violão – Teago Oliveira | Piano Elétrico e Órgão – Maurício Orsolini | Backing Vocal – Teago Oliveira

RAIO DE SOL (Lucas Gonçalves)
“Uma balada romântica sobre a possibilidade de viver um amor para sempre, fazendo uma metáfora com os movimentos de rotação da terra, como nos dias em que é possível ver a lua diurna dividindo o céu com o sol.”

Voz – Lucas Gonçalves | Bateria – Felipe Dieder | Baixo – Lucas Gonçalves | Guitarra – Teago Oliveira | Violão – Lucas Gonçalves | Backing Vocal – Teago Oliveira, Lucas Gonçalves

AMOR SCI-FI (Teago Oliveira)
“Clímax de transformação. Fala dos tempos atuais de maneira fictícia, onde a pessoa perde tudo: casa, corpo, história, e descobre libertação no risco e no momento presente. Ao mesmo tempo tem uma atmosfera futurista, é também carnal e possui um arco de redenção.”

Voz – Teago Oliveira | Bateria – Felipe Dieder | Percussão – Filipe Castro, Teago Oliveira | Baixo – Lucas Gonçalves | Guitarra – Teago Oliveira | Guitarra Solo – Mateus Liduário | Wurlitzer – Lelo Brandão | Sax – Cuca Ferreira | Backing Vocal – Teago Oliveira, Lucas Gonçalves

TUDO BEM (Teago Oliveira)
“Fala de aceitar as fases ruins e oferece conforto em meio a um mundo complicado. É uma balada oitentista de autocompaixão, para ouvir quando se está de saco cheio de tudo.”

Voz – Teago Oliveira | Bateria – Felipe Dieder | Percussão – Filipe Castro, Teago Oliveira | Baixo – Lucas Gonçalves | Guitarra – Lucas Gonçalves | Violão – Teago Oliveira | Mellotron / Omnichord – Otávio Bonazzi e Teago Oliveira | Op1 – André Ribeiro |Sax – Cuca Ferreira

PARA LÔ (Lucas Gonçalves e Carime Elmor)
“Trata-se de um poema abstrato conduzido por versos de contraste lírico, em que aparece a frase ‘pôr do sol que vai num trem azul’, homenageando os compositores Lô e Márcio Borges. No disco, a música ganhou um arranjo inspirado na fase anos 80 de Caetano Veloso.”

Voz – Lucas Gonçalves | Bateria – Felipe Dieder | Percussão – Lucas Gonçalves | Baixo – Lucas Gonçalves | Guitarra – Lelo Brandão, Lucas Gonçalves, Teago Oliveira | Piano – Lucas Gonçalves | Backing Vocal – Lucas Gonçalves

CURVA DE TRIVELA (Teago Oliveira)
“Metáfora sobre futebol e as dificuldades da vida. Celebração da boa malandragem, da vida como jogo. Transformação da lama em algo grandioso, frutífero. Uma música que fala sobre correr por fora em tempos de holofotes escassos, um comportamento cotidiano para o brasileiro.”

Voz – Teago Oliveira | Bateria – Felipe Dieder | Percussão – Filipe Castro | Baixo – Lucas Gonçalves | Guitarra – Teago Oliveira, Lelo Brandão | Clavinet – Lelo Brandão | Dx7 – Otávio Bonazzi | Trompete – Daniel Verano

CARAVELAS (Lucas Gonçalves e Gustavo Galo)
“Música de Lucas Gonçalves e letra em parceria com Gustavo Galo, da Trupe Chá de Boldo. O poema, iniciado por Galo, descreve a paisagem de um dia de verão nas praias da Bahia, boiando na baía ou em alto mar, vendo as ondas se formarem como montanhas feitas de água.”

Voz – Teago Oliveira | Bateria – Felipe Dieder | Percussão – Lucas Gonçalves | Guitarra – Lucas Gonçalves |Backing Vocal – Lucas Gonçalves


Gravado em: Karpa Studio, Fleeting Media, Dissenso Studio, Buena Familia Studio
Produção: Otávio Bonazzi, Teago Oliveira e Maglore
Eng. Som: Otávio Bonazzi, Teago Oliveira, Lucas Gonçalves
Mixagem: Otávio Bonazzi
Masterização: Fili Filizzola
Lançamento: LOCO Records

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