O mercado de publicações sobre música no Brasil deu uma agitada nos últimos meses, mas, boas novas publicações e o fim de uma outra. Salvador não tem recebido todas essas publicações. mas…

Outra Coisa (a tal revista de Lobão): chega em Salvador normalmente com atraso, mas surpreendentemente, a última edição, com capa do ministro Gilberto Gil e encartado com CD da Réu & Condenado (banda engraçadinha de Goiânia) já pode ser encontrada nas bancas. A editora fica devenedo a edição que vem com Arnaldo Baptista, que não deu as caras aqui ainda. A revista vem melhorando seu conteúdo, com textos melhores, mas ainda corre o risco de ficar com um ranço de tanto se posicionar politicamente contra a indústria, contra gravadoras, e não dar conta de manter uma continuidade com o discurso, apesar dele ser super válido.
(R$12,90)

Mosh!: Eu pessoalmente acho uma das melhores revistas sobre música surgida nos últimos anos no Brasil, com textos interessantes, inteligentes e com bom humor. Desde quando li a primeira notei uma tendência a falar de coisas um pouco mais, digamos, adultas, fugir do que toda revista atual faz de tentar pegar o público adolescente. Proposta inteligente, porque pega as viúvas da Bizz (tem muito texto sobre bandas dos anos 80) e o público mais velho, que tem grana pra consumir e lê aind amuito revistas impressas, não são presas só a internet. Tem também a melhor distribuição entre as atuais publicações. Três edições já foram lançadas, sendo que a última, com Bjork na caoa, está nas bancas atualmente.
(R$6,90)

Laboratório Pop: Infelizmente essa nunca deu as caras em Salvador e é difícil ser encontrada em qualquer lugar. Só tive acesso ao número um (em São Paulo), que achei meio desencontrada. Parecia não ter uma linha editorial, ao mesmo tempo que queria mostrar novidades, dava uma entrevista quilométrica e pouco interessnate com Lulu Santos (sinceramente, o que esse cara tem a dizer nos dias de hoje?). Já foi lançado o segundo número que parece ser interessante e traz uma matéria falando de como a idolatria atual dos Los Hermanos lembra a do Legião Urbana. É esperar pra ver se chega por aqui.
(R$4,50)

Rock Press: A batalhadora revista parece um zine profissional. Em alguns aspectos isso é ruim, mas em outro ótimo. O probema é que a revista não é bem distribuída e só agora está vindo com as páginas internas coloridas.

Dynamite – Não sou muito fã. Acho que tem problemas de distribuição, diagramação e não temuma linha muito definida. Nunca chega aqui em Salvador.
(R$7)

Zero: Infelizmente depois de três anos a revista terminou. Eles alegam parada estratégica, mas por problemas com grana (sempre) não está mais rolando. No site eles explicam melhor.

Existem ainda revistas como Internacional Magazine e Jornal do Rock, mas que não chamam tanta atenção.

Especiais:

– A História do Rock Brasileiro: Não é uma publicação fixa e sim um especial dividido em quatro edições contando, como o nome já diz, óbvio, a história do rock feito no Brasil. O primeiro número faz um panorama do início do barulho das guitarras por aqui, abordando os anos 50 e 60 e trazendo na capa o nome mais importante dess afase, Roberto Carlos. O segundo é sobre os anos 70, sua porra louquice e uma das fases mais interessnates da música no Brasil. A capa é Raul Seixas, mas poderia ser Mutantes que também estaria justo. essa sduas edições ainda podem ser encontradas nas bancas. A próxima a ser lançada é sobre os anos 80 e traz Renato Russo na capa. Já a quarta vai traçar os anos mais recentes, 90 e 00, e traz Marcelo D2 ilustrando a capa (achei injusto, o nome certo aqui seria Chico Science). (R$12,95)

Quem fez (faz) um interessante trabalho analisando o jornalismo musical é o amigo Rodney Bricanelli. Ele vem realizando há algum tempo entrevistas com o responsáveis por estas revistas citadas acima e algumas outras, além de importantes jornalistas que escrevem sobre música. Veja os links:
Marcel Plasse – que hoje é dono de editora e responsável por um arevista de DVD e planeja um revista musical pra breve… (veja uma outra entrevista feita com ele, também por Rodney, quase um ano atrás
Régis Tadeu – o editor da Mosh fala sobre a publicação
Luiz Cesar Pimentel – editor da Zero que fala do fim da revista (ele também deu outra entrevista, há mais de um ano atrás)
Alexandre Matias – jornalista cultural e afins da melhor estirpe, já foi editor da Play, escreveu pra ShowBizz e escreve hoje para várias publicações.
Paulo César Martin – Um dos jornalistas resonsáveis pelo programa Garagem a Rádio Brasil 2000.
Lúcio Ribeiro – Um dos mais indie-jornalistas do Brasil, responsável por uma poêmica e bastante lida coluna, além de ser repórter da Folha de São Paulo.
Ricardo Alexandre – Então editor da finada Frente e autor do livro Dias de Luta.

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