Novidades da música baiana

O que os artistas e bandas baianas andam fazendo? O el Cabong conversou com vários deles para atualizar o que vem por aí. Discos, turnês, parcerias e muitas novidades. Nomes como Retrofoguetes, Baiana System, The Honkers, Dois em Um, Opanijé e vários novos revelam o que estão preparando.

Baiana System
Uma das boas novidades surgidas nos últimos anos no cenário musical baiano, a Baiana System promete inovar no verão. A banda vai investir na estação mais quente e agitada da Bahia, com o lançamento de um compacto com duas músicas inéditas e pela primeira vez realizando ensaios semanais ou quinzenais. O compacto é o início de uma série deles, sempre com duas músicas novas relacionadas e que deve desembocar no novo disco em 2013. Neste primeiro, que deve ser no dia 1° de dezembro, a banda reúne duas músicas que prometem estar entre os hits do verão baiano, ‘Terapia’ e ‘Amendoim Pão de Mel’. O trabalho deve sair em edição limitada em vinil, com 100 a 200 cópias, além de CD para vendas nos shows e para download na internet.

Retrofoguetes
Depois de anunciar uma surpreendente mudança de formação, com a saída do guitarrista Morotó Slim e entrada de Julio Moreno em seu lugar, a Retrofoguetes dá início a produção de seu novo disco, já batizado como ‘Drasmascope Vol. 1’. Aprovado no edital setorial de música da Fundação Cultural da Bahia, o disco começa a ser gravado ainda este ano no estúdio t, do produtor andré t. Já definido, o repertório mais uma vez é formado por músicas da própria banda, com arranjos de Letieres Leite e Jorge Solovera. Além do trio Rex (bateria), C.H. (baixo) e Julio Moreno (guitarra), o álbum terá participação de vários músicos, com direito a naipes de sopro, quartetos de cordas e orquestra.

The Honkers
A já veterana banda de rock, que trafega por estilos diversos, está meio sumida, mas continua firme. A banda assinou com o selo Astronauta Discos, que já lançou trabalhos do Autoramas, entre outros, para lançamento de um disco novo em 2013. Com o contrato como selo, a Honkers passa a integrar o cast da Astronauta a partir de 2013, garantindo o lançamento e a distribuição do disco novo, que deverá ser mais eficiente, já que o selo  tem parcerias com Warner e Tratore. E tem mais, antes do disco pela Astronauta, a Honkers pretende lançar um outro trabalho com 15 músicas mais antigas que ainda não haviam sido lançadas. Este trabalho já está na etapa final de gravação.

Márcia Castro
Vivendo em São Paulo, a cantora Márcia Castro faz questão de não cortar o cordão umbilical com Salvador. Frequentemente se apresenta por aqui e, no período verão/ Carnaval, sempre está presente de alguma forma. Para 2013, ela prepara uma nova edição do projeto Pipoca Moderna, composto por uma série de ensaios no Clube Fantoches, nos quais ela recebe convidados especiais. Começa em janeiro, dia 12, com Otto e Mart’nália, continua no dia 23, com Carlinhos Brown e Gilberto Gil, e se encerra em março, como uma despedida ou ressaca do verão. A cantora, no momento, está na Holanda, participando do projeto In a Cabin With, em que músicos convidados de várias partes do mundo são integram um disco coletivo com músicos holandeses. Nesta edição, Márcia e outro brasileiro, Duani Martins, gravam com Björn Ottenheim, Jasper Verhulst, Michiel Klein, Jesse Beuker e Maarten Besseling, primeiro na Holanda, depois no Brasil, na Bahia. A construção do álbum é totalmente coletiva, desde as composições, até os arranjos

Opanijé
Uma das maiores apostas do rap baiano, o Opanijé finalmente está com o disco pronto. Recheado de participações especiais e com produção de andré t, o álbum será lançado em janeiro pela Garimpo Discos. A banda promete surpreender, indo além do rap mesclado a ritmos afro – que marcam a banda –  inserindo lambada, break beat, candomblé e até rock pesado. Entre as participações, destaque para a Orquestra Rumpilezz, inserindo percussão em uma das faixas, além do próprio Letieres Leite e Gabi Guedes, gravando em outras faixas. Também participam Beto Barreto, do Baiana System, que insere sua guitarra baiana, o baixista Seco (também do Baiana) e Jorgedubman, do Dub Stereo, tocando bateria. O rap, no entanto, é o grande presente do disco, que faz um apanhado de nomes locais e nacionais, como X do Câmbio Negro, Gomez do Elemento X, Aspri do RBF, Gog e Sereno do Louquaz.

Suinga
Novo axé. Carnaval baiano como nas antigas. A evolução da música baiana. Já descreveram o som da banda Suinga de diversas formas. A banda prepara agora seu primeiro disco, que deve seguir a mesma sonoridade que a deixou conhecida, remetendo ao Carnaval baiano dos anos 70 e 80, mas, também, com outras referências, como a desconstrução de um xote. O disco terá 11 faixas, compostas pelo próprio grupo, com produção do vocalista Fox Diego e do Irmão Carlos. O álbum não tem nome definido, mas deve se chamar ou ‘Recomeço’ ou ‘A Pala do Besouro’. As gravações já estão na fase final e o disco deve ser lançado em janeiro.

Dois em Um
O duo, formado por Luisão Pereira e Fernanda Monteiro, cresceu e se assumiu no palco como banda. Agora, C.H. (Retrofoguetes), Felipe Dieder (Maglore) e a cantora Nana, nos teclados e efeitos, apoiarão a dupla. O grupo lança em janeiro pela Garimpo discos o segundo disco, batizado como ‘Agora’ (veja capa ao lado), com participações especiais de nomes como Tulipa, Rebeca Matta e Gustavo Ruiz. Quase todas as faixas do álbum são do próprio Dois em Um, com algumas exceções: uma das faixas traz uma parceira especial de Luisão com Ronaldo Bastos, outra é feita pelo sambista recém-falecido Ederaldo Gentil e, a terceira, composta pelo irmão de Luisão, Tatau Pereira.

 

Andrea Martins
Com uma carreira meteórica, Andrea Martins surgiu cantando na banda Canto dos Malditos na Terra do Nunca e logo chamou atenção. Recebeu elogios diversos, ganhou destaque na MTV, inclusive  prêmio de banda revelação do Vídeo Music Brasil 2006,  e acabou tendo o disco de estreia lançado pela Warner com produção de Miranda. Talvez por ter sido tudo muito rápido, a banda logo se desfez,  mas Andrea persistiu. Foi pra São Paulo e lá leva uma carreira solo. Agora, prepara dois trabalhos. O primeiro deve sair até o fim destes mês. Soldier of Love é um projeto em que ela faz tudo, em casa: grava, produz, toca teclado, guitarra e baixo, programa a bateria e canta. As músicas são composições  próprias, todas em inglês. O lançamento vai reunir cinco delas, algo com um EP virtual. O som é rock, com uma pegada mais pop. O trabalho é fruto da experiência que Andrea está tendo com áudio, numa produtora voltada pra publicidade, em que trabalha em São Paulo. O trabalho solo, que ainda não começou a gravar, mas já está compondo, não ficou de lado, e deve ser lançado em 2013. A sonoridade também é rock, mas sem aquele peso da CMTN. Por falar na banda, depois do show especial que aconteceu em Salvador, os integrantes receberam alguns convites, mas nada confirmado, ainda. As possibilidades, no entanto, estão abertas.

 

CH Straatmann
Conhecido como baixista da Retrofoguetes, o músico CH Straatmann possui um projeto paralelo solo que agora está colocando mais em prática. Ele já gravou e está na fase de mixagem de seu primeiro álbum, intitulado ‘Efecto Vertigo’, voltado para ritmos latinos e música afro-cubana. Nele, o músico aposta no diálogo entre contrabaixo e percussão em nove faixas autorais inéditas, que passeiam por ritmos como salsa, mambo, cumbia e bolero. Com produção de Jorge Solovera, o disco conta com Rudson Daniel (Banda EVA, Daniela Mercury e Lazzo Matumbi), em toda a parte percussiva, além da participação do violonista Cássio Nobre, em duas faixas. A previsão de lançamento do disco ainda não foi divulgada. Os bastidores das gravações e demais informações podem ser vistas pelo site oficial www.chstraatmann.wordpress.com.

Velotroz
Outra banda, que vai lançar seu primeiro CD, é a Velotroz. O grupo, que recentemente soltou um EP, ganhou um concurso que dava direito a um CD inteiro. Entrou no estúdio com produção de Tadeu Mascarenhas e gravou dez músicas inéditas, algumas delas só conhecidas dos shows. O trabalho, que tem composições da própria banda, traz participações especiais de Tuzé de Abreu, Ronei Jorge, Nancyta e da banda Escola Pública.

Falsos Modernos
Uma das novas bandas da safra roqueira de Salvador, que reúne alguns nomes já rodados na cena local, como Bruno Carvalho (ex-Nicest, Pessoas Invisíveis e Honkers), Leo Abreu (ex-Matiz) e João Mascarenhas (Fracassados do Underground), também prepara material novo. A ideia inicial era lançar um EP físico, mas a banda se animou com as novas músicas e vai soltar durante o verão o primeiro disco. O trabalho, que tem produção da própria banda, foi gravado ao vivo em estúdio, sem retoque, com exceção das vozes e alguns overdubs de guitarra.

Tabuleiro Musiquim
Outra banda nova que prepara material é a Tabuleiro Musiquim, também formada por figurinhas do cenário independente nacional, mas com foco na música. Silvio de Carvalho (voz e guitarra), Bruno Balbi (guitarra), Filipe Coelho (contrabaixo) e Diego Cerqueira (percussão) preparam o primeiro disco, com 14 canções, doze de Silvio e duas de Pedro Coelho. São as 4 do EP que lançou a banda, mais dez inéditas. A produção é da própria banda, que deve receber participações especiais nas gravações.

Rafael Pondé
Músico originário no ambiente reggae do Rio Vermelho, Rafael Pondé partiu para um outro momento na carreira, agora focado em música africana. Para isso, lançou o projeto ‘Afrika Bahia’, fruto de uma pesquisa sobre a África ancestral e que propõe um resgate de informações acerca do que eram as civilizações africanas antes da colonização européia. Inicialmente, o projeto se deu através de várias apresentações que contaram com músicos convidados como Lazzo Matumbi, Letieres Leite, Ronaldo Bastos, Magary Lord, Rogê (RJ), entre outros. Rafael agora está preparando seu novo disco focado nesse projeto. O trabalho tem participação especial de nomes como Letieres Leite, Hugo Sambone, Ubiratan Marques e está em seu estágio final. Para terminar, o músico está utilizando o sistema crownfunding, de financiamento colaborativo, com o qual qualquer pessoa interessada poderá colaborar, com a quantia que achar possível, através do site do projeto. As colaborações podem ser feitas até 23 de janeiro, prazo máximo para Rafael angariar o valor pretendido.

Trônica
Mais uma banda nova que cria possibilidades pra si mesmo tentando buscar espaço. A Trônica está com um projeto que toda banda deveria fazer, tocar na rua para o público em geral de lugares bem diferentes. A ideia já tem nome, ‘Em qualquer lugar’, e deve botar a banda pra se apresentar de 15 em 15 dias em praças de vários bairros de Salvador, sempre com outra banda convidada. Os lugares são os mais variados, Largo da Dinha, Porto da Barra, Praça do Budião (Amaralina), São Caetano, Cidade Baixa, Pituba, entre outros. O projeto está na Secretaria da Cultura e depende apenas dos recursos para ser colocado em prática. A banda prepara também um novo EP, com 5 faixas, que inclui músicas já trabalhadas em shows e outras inéditas.

 

  1. Rodrigo conheço o trabalho do coletivo de rua, achei a ideia do caralho e inclusive já frequentei varios, mais uma coisa é certa a qualidade do som é uma merda, não ajuda as bandas a desenvolverem bem o seu som!!
    Acho interessante a ideia de se fazer algo de forma profissional e só quem tem a ganhar é o publico!!!

  2. o som é uma “merda” pq os caras não tem grana pra colocar um melhor, como são independentes vai esse mesmo…
    na verdade o som de voz que é + ou -, a batera e as caixas de baixo e guita são bons…já toquei lá (2 vezes embaixo de chuva) e me diverti muito.

  3. o som é uma “merda” pq os caras não tem grana pra colocar um melhor, como são independentes vai esse mesmo…quem quiser cola, quem não quiser tem total liberdade de não ir claro.
    na verdade o som de voz que é + ou -, a batera e as caixas de baixo e guita são bons…já toquei lá (2 vezes embaixo de chuva) e me diverti muito, muito mesmo…melhor muitas vezes que em locais com sons “bons”, a energia das ruas e da galera superou tudo isso.

  4. Opa, faço parte do coletivo e como Rodrigo disse anteriormente, o som não é nenhum som de palco do rock, big bands, nem outro festival, porque fazemos uns lances bem “faça você mesmo”. Uma coisa bem independente e digamos que iria tornar-se dispendioso, já que a idéia do coletivo é principalmente trazer o show para as ruas, devido a escassez de espaço e de incentivo de governo (como são incentivos de editais etc). A Finalidade é mostrarmos nosso trampo e aparecermos e quem sae termos espaço para entrar no circuito de forma mais sólida.

  5. Fico de cara como a mentalidade de Salvador ainda é tão provinciana ao ponto de ter que discutir pontos ridículos!!
    A conversa que deveria ser é: De fuder que a galera ta correndo atras como o Coletivo de Rua botando a cara a tapa na rua, mesmo sem apoio, a Tronica ou qualquer outra banda que queira fazer um projeto free com o apoio do governo, ate o próprio Marcio Mello isso é bom quem ganha é o publico!!
    Mais não, ficam aqui discutindo banalidades, enquanto deveriam unir forças!!

  6. Sobre o show das ruas não é que nós do Coletivo das Ruas tenhamos inventado isso também, apenas foi/é uma boa ideia que vale à pena ser copiada. A RUA É NOSSA!

    Sobre o som ser uma merda ou não ai depende do ponto de vista de cada um, eu não só por organizar como tocar acho tranquilo e nunca ninguém veio me reclamar que estava ruim, claro que não é um som bancado pelo governo ai temos restrições, na verdade nada ali tem envolvimento com nada além de nós mesmos, é ilegal…tem riscos, mas é o que gostamos tomar as ruas e não pedir licensa para utiliza-la.

  7. “Fico de cara como a mentalidade de Salvador ainda é tão provinciana ao ponto de ter que discutir pontos ridículos!!”

    Não fique, Salvador é uma provincia.

    E não vamos, pelo amor de Deus, ficar aqui voltando sempreeeeee nessa ladainha de união.

    Como eu já disse aqui em outros posts, cada qual faz a parada do jeito que lhe é conveniente e agradável…alguns fazem com um som “merda” outros com um som “bom”…ai quem quiser vai e quem não quer fica em casa ou vai fazer outros programas, acho doido os caras estarem fazendo o corre deles e da forma que acham legal.

  8. o som é meu e digo que ele não é uma merda. pode não ser suficiente prum espaço aberto e o vento levando-o para todos os lados.

    mas assim como o som que fiz pro aniversario de 12 anos dos Honkers na praia, fica muito dificil atingir uma qualidade ideal com um som num lugar que nem a acustica existe.

    a idéia de começar tocando na rua, foi devido escassez de espaços legais como Calypso, Insurgente e etc…

  9. SSA é uma provincia. Concordo com Dudu quando ele fala isso e quando cita principalmente a união. Já sabemos que nãoo existe e cada qual faz seu corre. Como sentimos que as portas se fecharam para a maioria, digamos ate que todas as bandas locais, por falta de espaçcos, por falta de gente que não tem mais animo e nem saco para fazer, decidimos tomar as ruas, e como dDudu disse, a parada é ilegal.

    Sobre o som, ;rogerio já explicou

  10. bom, hora nenhuma eu falei mal da Trônica, até pq 2 AMIGÕES meus tocam na banda…e o baixista é um bróder tb…acho massa a banda e a iniciativa…apenas comentei que o coletivo tb tem feito isso…eu só ressaltei isso o que Luciano falou…inclusive tomara que a Trônica toque aqui na cidade-baixa, nossa terra, minha e da banda…
    e vc falou da qualidade do som…e eu acho que a única coisa mediana mesmo é o som de voz…

    vc que tá menosprezando @s outr@s Fábio (que nem sei quem é vc aqui, pq todo mundo deu a cara a tapa), dizendo que minha mentalidade é pronvinciana e atrasada…

    Aliás Roger como disse botou um som da porra lá no niver dos Honkers, e nem cobrou, fez pq é amigo/fan da banda e queria fazer algo pra ajudar, não q tb não tenhamos ajudado, aliás nem lembro direito como foi a onda, mas os caras meteram as caras e fizeram, inclusive foram + do que parceitos nessa festa, foram co-autores da festa junto com a entorte, a galera que foi, as bandas…

    ps.: Eduardo quem disse que é coisa nova?
    hheheheh
    apesar de q honkers tem + coisa nova não gravada do que gravada…mas sacumé que com essa banda as coisas funcionam, + devagar que o Bahia e seu time-ehhehehe
    E João não saiu da Fracassados, perguntei pra Bruno Pizza, ele disse que Luciano se equivocou aí…

    1. O lance de João foi equívoco de digitação, já consertei, ele não saiu não, ontem mesmo consertei. Fique frio, Eduardo, ele continua. E desculpem pelo erro

  11. Alguém lê esse texto dando alguma importância? um monte de resumo atabalhoado sobre trabalhos que estariam sendo produzidos, mas que vc termina a leitura sabendo menos do que quando começou; quanto mais detalhado, diz menos e o que teria mais a dizer vem menos detalhado – mto provavelmente por uma questão de status. Eu vou tentar ajudar vcs colocando algum resumo digno do trabalho q vai sair da velotroz que eu tenho conhecimento de causa pra contar (e com informações mais importantes do que as participações).

    O disco prestes a sair dá uma reviravolta nas noções atuais que permeiam a cultura alternativa local e nacional, justamente por ser um trabalho que visa deslocar noções: um disco propriamente conceitual. Principalmente diante das tentativas cada vez mais risíveis de misturar baianismos popularescos (ou qualquer outra coisa popularesca, a velha busca por fórmulas) com alguma coisa que os confie dignidade, que é o que mais se vê nessas bandinhas estilo “oxe” de salvador, o album da velotroz é um salto de inovação que terá de ser ouvido e discutido, mesmo que os blogs e outras mídias que cobrem estes assuntos queiram teimar a dar vazão: sonoridades fantasmagóricas se moldando a inusitalidades rítmicas, canções melodiosas que se partem antes mesmo de partir nossos corações, ditos que não se queria ouvir mas que é preciso dizer. As influências são tantas e tão várias que pouco vale a pena destacar além de experimentalismo, musica setentista e carlos drummond; tudo numa gradação que vai se traduzindo, música a música, em sussurros de forças estranhas da natureza e do homem. Pra quem nunca viveu sem um inferno confortável, ou nunca perdeu a piada, sim a graça, e só não perde o amigo, é bom escutar com atenção o que está por vir. E o melhor: ouvindo este disco não precisaremos mais sair de nossa terra pra estarmos em casa, nem teremos mais que imitar nossas porcarias com alguma pitada elitista de arrogância só pra que assim elas, quiçá, soem melhores (tal como um homem que sabendo se dirigir a um aterro sanitário se prepara com um bom banho de merda francesa).

  12. Parabéns Paulo, sua arrogância e pretensão fazem toda a diferença. Sugiro que todas as bandas inferiores que a tal Velotroz mudem a sua sonoridade, para que possam te agradar, afinal importante mesmo é o que você escreve e pensa.

  13. Paulo vou aqui “defender” vc e Luciano…ele não tem o mesmo contato – e conhecimento – da velotroz que vc tem…
    acho que quando o disco sair ele vai poder fazer uma resenha melhor…

    pq até aqui tem resenha “errada” que membro de banda falou pro próprio autor…

    gostei de sua resenha sobre o disco da velotroz man, os caras deviam usá-la como oficial…agora fiquei com vontade de ouvir esse disco, pq a banda que eu conheço não é nada disso que tu falou…apesar de eu achar que eles são grandes cancioneiros, bons melodistas mesmos…o que eu achei muito bom na evolução musical dos caras, coisas que já comentei com grandes amigos meus que tocam na banda (Maicon e Caio) e até mesmo com o próprio Giovanni, é que a banda largou aquele ranço los hermanos wanna be nas melodias…isso me incomodava…e Maicon me disse q ele e Caio tavam tentando dar uma pegada + rock na banda pra poder se distanciar disso.
    não duvido que eles sejam + baianos e melhores do que muitas bandas que a mídia daqui pagavam pau, chamavam de medalhões…muito melhores mesmo, não que eu seja fan da banda, mas sempre comentei isso com os caras, são grandes canções que as melodias ficam na cabeça, no bom sentido…
    agora sobre os ritmos populescos, muitas vezes já vi membros da banda dizer que gostava de pagode e chicrete com banana…o que não é demérito nenhum pra quem goste, mas quando vc falou isso sobre os ritmos eu me lembrei dessas declarações, que conversei com meus 2 confrades da banda, supra citados acima, elas + pareciam como se fossem um tapa na cara do rock baiano e eu nunca senti isso como um…
    enfim, tou louco pra ver esse resultado que vc falou…

    AGORA, KD ESSE DISCO DA WEISE???
    esse sim eu quero ver…depois daquelas 2 grandes canções do single de vcs eu fiquei com água na boca pra ouvir a porra toda (lá ele), até – de gaito- me ofereci pra ajudar, dar umas idéias musicais…mas como não sou um músico conceituado, admirado por estas plagas fui sumariamente limado-ehheheeh
    ~;op-

    1. Precisa me defender não. Paulo trouxe informações pertinentes sobre a banda. Eu tentei dar informações gerais sobre alguns artistas que estão trabalhando, por sinal, faltou muita coisa, pq tem muita gente trabalhando.

  14. e SEM DÚVIDA alguma Paulo, não se precisa sair de salvador pra ouvir bandas de qualidade…nunca se precisou, mas parefraseando o fantasmagórico Fabio “salvador é uma província” e muit@s não ouvem as bandas daqui…ou ouvem as bandas que fulano e cicrano dizem que é boa, pelas mídias socias da vida…ou a banda tem que sair daqui pro povo dizer que é boa…se tivesse aqui ninguém daria a mínima…

  15. Bubuet: Ahhhhhhhhhhhh bem, que bom que não saiu.
    E não falei músicas novas e sim coisas novas (cds…merchan…essas coisas boas de gastar $$)

    Lu: Ainda bem, pois gosto daquele sacaninha na Fracassados.

    Paulo: Me chupe.

  16. Fico realmente contente que a trônica busque editais para subir p/ são caetano!

    Aqui temos ao menos uns 4 eventos fixos no calendário, agitando o bairro e ocupando os espaços: Cabaré do Silêncio e Radiola Alternativa, no Café Ateliê de JC Barreto;
    São Caetano Resistência, na quadra de esportes, na rua e aberto um dia inteiro de domingo com muito reggae, hip hop, grafite, poesia, feirinha alternativa, break totalmente gratuito p/ entreter gente de todas as idades;
    e o Musiarte no Tia Dedé Music Hall, que além de música, realiza ação social em prol do Lar Irmã Maria Luiza.

    Acho mesmo que mais bandas deveriam apostar em São Caetano, pq este bairro sempre foi vanguarda do rock e outras artes soteropolitanas. Tá quarado de banda mostrando o seu trabalho e indo além.

  17. Sputter, eu não fiz nada mais do que dar alguma informação que eu pensei ser importante, pq li o testículo q foi dedicada à velotroz e percebi q não trazia nenhuma informação q eu considerasse importante, mas de modo nenhum quis substituir ou superar a matéria de lubmatos! eu não sou jornalista e tenho uma comunicação bem atravancada pra isso, não foi mesmo a intenção; apenas fiquei com a sensação que só tinha coisa relevante em bandas com mais status e as com menos tinham informações do tipo “apelo a autoridade”, como participações. Sobre a sonoridade da velotroz, por mim eles e vc enfiam “sonoridade rock” no rabo e vai estudar rock pra ver q rock não tem nada de mto própro. sobre los hermanos, nunca vi nenhuma semelhança com velotroz. quanto a sonoridades popularescas e gostar ou nao de pagode ou chiclete com banana: não tem nada a ver com o que eu disse. o que eu disse foi que eles conseguem traduzir qualquer suposta influencia do que todos que nascem e vivem na bahia ouve desde pequeno mas com uma dignidade q não é emprestada, sem precisar ocultar o juizo teleológico e deixar pro estético a exclusividade de atenção. que esses estilos musicais tem algo de “gostoso” ou “contagiante” é evidência que ninguém pode negar, mas vc não precisa continuar falando merda e nem continuar a repetir arranjos, harmonias e melodias do passado. onde foi q eu disse q eles eram + baianos? vo ficar sem responder essa q foi mto doida. Ah, e eu tb não disse q nao dava pra ficar aqui e curtir alguma coisa, apenas disse q com esse disco da velotroz não vai mais precisar sair pra se sentir em casa (não vou explicar a diferença entre as duas coisas, confio em sua capacidade). Tem banda boa aqui, mas, atuando, são POUCAS. sobre o disco da weise, eu ja te expliquei q tem uma questão temporal q precisa ser reparada pra vc puder ouvir. se eu pudesse ja tinha te mostrado. eu dependo do tempo.

    Abelardo: ah, valei-me. vc só entrou mesmo pra dizer isso?

    Lubmatos: não sei se tem as informações que precisam, eu não sou a melhor pessoa pra coletar e expor informações, apenas tive a nítida sensação de quanto mais a banda merecia informações divulgadas aqui, menos tinha. mas, é claro, vc dá importância às bandas na hierarquia que bem lhe aprouver.

    Eduardo: ta c o cu limpo? hehe

    1. Primeiro, vamos parar com os insultos e palalvrões, podem discutir e brigas, mas sem isso, pq se não deleto as postagens sumariamente. Paulo, não teve hierarquia, dei o que eu tinha de informação. Não desprezei ninguem, tanto q as ftos na home do site são de artistas q nao tem foto dentro, inclusive a Velotroz

  18. e quem disse que vc queria Paulito ?
    achei legal seu texto, completmenta e demais o de luciano…que é uma chamadas…
    bom meu querido paulo, esse lance de enfiar no rabo né muito minha praia não…me diga o que tem de muito próprio nessa vida e te dou um chocolate lollo que acabou de ser relançado…

    rapá eu ouvia e muito a influencia los hermanisticas nos caras…até o próprio caio e maicon disse q tava tirando isso deles…mas cada um tem seu ouvido pra ouvir o que quiser…né?

    garanto que pra giovanni cidreira esse problema espaço-temporal não é problema e deve ter até participado do disco…é pq eu num sou + raipe que vc num me chama…antigamente ia me chamar, mas vc num me ama +
    sniff, sniff….
    ehehhehe

    ps.: num entendi tb a parte do + baianos.

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