Tuzé de Abreu em ‘Pupurriaçú’

Tuzé de Abreu em ‘Pupurriaçú’

Tuzé de Abreu em ‘Pupurriaçú’

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Após um híato de 07 anos, Tuzé de Abreu, hoje com 78 anos, médico, cantor, compositor e multiinstrumentista com longo currículo e raízes na música brasileira, voltou aos palcos com novo projeto, ‘Pupurriaçu’, onde revisita sua trajetória a partir de 31 canções da sua autoria, cantadas e tocadas ininterruptamente em um ‘grande (‘açu’ em tupi-guarani) pot-pourri (em francês ‘…execução de várias músicas em uma única faixa).

O projeto nasce de forma espontânea durante o período final da pandemia, com o objetivo de se ter disciplina, ter uma rotina e poder voltar a criar e desenvolver um novo trabalho, mas logo se tornou um processo auto-terapêutico de mergulho em si próprio. Com toda a bagagem musical de Tuzé com profundas relações com nomes da música popular e experimental, convivendo e trabalhando desde João Gilberto a Walter Smetak, o ‘Pupurriaçu’ tem a cada dia se tornado ainda mais revelador em suas auto-reflexões e sobretudo potente no fortalecimento psicológico e na autoestima de Tuzé, artista que se põe vulnerável e arrisca despir das camadas de arranjos para apresentar seu novo projeto sozinho nos palcos. Sua voz, suas canções, seu violão e à cada verso, muitas memórias e poesia de um cancioneiro que se descobre ao longo do processo, autodeclaradamente uma mistura entre Riachão, sambista, o qual também era amigo e já tocou junto, e o artista visual Bispo do Rosário, sergipano de Japaratuba, que a partir da valorização de manifestações artísticas de indivíduos com transtornos mentais obtida através dos trabalhos realizados pela Dra. Nise da Silveira, tornou-se conhecido tendo sua obra vista por muitos como vanguardista.

Para quem ainda não conhece, Tuzé é músico profissional desde os 14 anos, 1962, tendo uma experiência musical nacional e internacional eclética trabalhando nos grupos de Caetano Veloso, Gal Costa, Gilberto Gil, Maria Bethânia, fez parte, como flautista e saxofonista dos Doces Bárbaros originais (1976). Tocou em quase 50 carnavais, em Salvador, no Brasil e no exterior. Trabalhou por 10 anos, não seguidos, com Walter Smetak, tocou nos dois discos dele. Foi por duas vezes ao Japão como parte da equipe de João Gilberto. Na orquestra Sinfônica da UFBA tocou por 36 anos, foi músico e diretor musical de trios elétricos, Balé Brasileiro da Bahia, músico de grupos de choro, bossa-nova, música experimental, orquestras de baile. Fez a trilha de sete longa metragens , duas delas premiadas. Tem composições gravadas por Elza Soares, Gal Costa, Caetano Veloso, entre outros. Seu show autoral ‘Novas Aventuras no País do Som’ ganhou os prêmios Caymmi de melhor show e melhor direção musical em 2015. Tuzé tem 2 discos álbuns autorais lançados, ‘Tuzé de Abreu (ou ‘Larrálibus Escumáicus Cujolélibus’ nas plataformas digitais) de 2001 e ‘Contraduzindo’ em 2019. Além de ‘Olho Lustroso’ em 2021 e o mais recente ‘Iogue Caótico’ em 2022, os dois somente na versão digital.

Entre o caos e a consonância, “caossonante”, Tuzé se vê também como um “iogue caótico”, perpassando pelas dualidades da vida (luz e escuridão, liberdade e prisão, calmaria e ansiedade, entre outras), e navegando pelas mais variadas dimensões da mente, encontra respostas para o eco de uma longa vida de muito trabalho e voos musicais, a partir de referências artísticas que foi encontrando ao longo desse projeto-processo que é Pupurriaçu. No cinema, o premiado “Tudo Em Todo O Lugar – Ao Mesmo Tempo” o marca pela conexão identificada posteriormente como referência para o novo show, onde Tuzé reune suas principais canções, tudo e ao mesmo tempo, gerando uma sensação ‘caossonante’ similar. E nas artes visuais, Tuzé relembra uma entrevista de Picasso onde ele tenta explicar o cubismo, de forma parecida, onde tentava mostrar todas as dimensões ao mesmo tempo, proporcionando enxergar novas maneiras de observar a realidade.

Interpretando ininterrupto a si mesmo, a vida e a obra de Tuzé se misturam neste tributo a si próprio, um pot-pourri de trinta e uma composições que delineiam o labirinto, os cantos-guia dos passarinhos e a ‘gaiola invisível’ do nosso eu que continua e busca ‘aprender a voar’. Uma ode ao artista, sobretudo e primeiro a ele mesmo, que independente de qual seja a idade, tem você próprio e a psiquê como seu principal adversário durante toda a carreira.Interpretando ininterrupto a si mesmo, a vida e a obra de Tuzé se misturam neste tributo a si próprio, um pot-pourri de trinta e uma composições que delineiam o labirinto, os cantos-guia dos passarinhos e a ‘gaiola invisível’ do nosso eu que continua e busca ‘aprender a voar’. Uma ode ao artista, sobretudo e primeiro a ele mesmo, que independente de qual seja a idade, tem você próprio e a psiquê como seu principal adversário durante toda a carreira.

Serviço:

Datas: 21 de agosto, 20 de setembro, 30 de outubro, 15 de novembro e 6 de Dezembro
Horário: Sexta às 19h e Domingo às 17h
Local: Teatro Gamboa – Rua Gamboa de Cima, 3, Centro
Ingressos: R$ 40 (inteira) e R$ 20 (meia)
Vendas: Sympla

 

Date And Time

21-08-2026 @ 19:00
 

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