Cascadura + Meus Amigos Estão Velhos

Cascadura + Meus Amigos Estão Velhos

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Depois de mais de quatro anos sem fazer shows, o Cascadura anunciou a sua “Reunião 30 Anos”, que vai celebrar as três décadas da banda de rock baiana e, ao que tudo indica, concluir em definitivo as apresentações da valorosa trajetória do grupo. Nesta quinta-feira, 30 de junho, às 18h, serão abertas as vendas dos dois eventos confirmados: em Feira de Santana, no dia 6 de agosto, às 22h, na Casa Noise, e em Salvador, no dia 13 de agosto, às 20h, no Largo da Tieta (Pelourinho), com repeteco no dia 14, no mesmo local, mas às 18 horas. Ingressos estarão disponíveis no site e aplicativo da Sympla e são lançados com lotes promocionais: R$ 30 para a primeira cidade e R$ 100 (inteira) e R$ 50 (meia) para a capital, com ingressos esgotados para a primeira noite.

A banda Meus Amigos Estão Velhos faz o show de abertura em Salvador. O grupo, formado pelos veteranos Thiago Guimarães (vocal/guitarra), Bruno Carvalho (guitarra), Dudare (baixo) e Glauco Neves (bateria), acaba de lançar seu segundo EP de estúdio, “Soa Como Caos”, o primeiro lançamento de uma série de novidades que eles preparam para esse segundo semestre.

Cascadura 30 anos – Fábio Cascadura, fundador, cantor, guitarrista e autor de todas as canções da discografia – parte delas, em parceria com outros companheiros –, vem do Canadá, onde reside desde 2016, especialmente para o reencontro com o público e seus parceiros da formação estabelecida em 2013: Thiago Trad (bateria), Du Txai (guitarra) e Cadinho Almeida (baixo).

Com cinco discos – “#1” (1997), produzido por Nestor Madrid e lançado pela WR Discos; “Entre!” (1999), produzido por Nestor Madrid e lançado no Projeto Emergentes da Madrugada; “Vivendo em Grande Estilo” (2004), produzido por andré t e lançado pela Monstro Discos; “Bogary” (2006), produzido por andré t e Cascadura, coproduzido por Jô Estrada e lançado pela Revista OUTRACOISA; e “Aleluia” (2012), álbum duplo produzido por andré t e Cascadura, coproduzido por Jô Estrada e lançado pelo Garimpo Música –, o DVD “Efeito Bogary” (2009) e o documentário “#AleluiaCascadura” (2012), o Cascadura é um dos nomes fundamentais do rock da Bahia e do Brasil, com reconhecimento de público, crítica e artistas.

Canções como “Queda Livre”, “Retribuição”, “12 de Outubro”, “Juntos Somos Nós”, “Ele, o Super Herói” e “Soteropolitana” estão garantidas no set list e uma votação online será aberta para o público opinar sobre a seleção das músicas. “O repertório vai ser baseado no que a gente sabe que as pessoas mais curtem do nosso trabalho. Vamos dar o máximo para ser algo especial para quem vai rever a banda e também inesquecível para quem chegou até o Cascadura depois que a banda já havia parado. Vai ser fantástico!”, promete Fábio Cascadura, que atualmente se dedica à carreira de historiador, prestes a iniciar doutorado em História da África, pela York University, em Toronto.

História – Tudo começou no exato dia 21 de abril de 1992, quando a então chamada Dr. Cascadura fez a sua primeira apresentação. O grupo existia havia pouco mais de dois meses. Fábio Cascadura (voz e guitarra) e Silvano Gomes (baixo), mais conhecido como Joe, velhos amigos da antiga Escola Técnica Federal da Bahia, foram os fundadores da banda, que era ainda composta por Marquinhos Oliveira (guitarra) e Marcelo Sarrafi (bateria). O nome Dr. Cascadura, escolhido de supetão no momento do primeiro show, vem de uma tentativa de tradução da palavra Hardcore, termo que se refere aos filmes pornográficos americanos. Uma das primeiras músicas criadas pelo grupo conta a história do amor platônico de um rapaz por uma atriz de filme pornô, o que gerou a referência. Não à toa, ela foi intitulada como “A Verdadeira História do Dr. Cascadura”.

De lá para cá, a banda já teve dezenas de formações, por onde passaram alguns dos músicos mais importantes da cena roqueira soteropolitana, a exemplo de Martin Mendonça (guitarra), Alex Pochat (baixo), Duda Machado (bateria), Lefer (baixo), Maurício Braga (bateria), Paulinho Oliveira (guitarra) e Ricardo “Flash” Alves (guitarra), entre muitos outros. Thiago Trad (bateria) uniu-se ao grupo em 2001 e permanece ao lado de Fábio, há mais de 20 anos, como a dupla condutora.

Na primeira década, a roupagem dos anos 1970 era a marca registrada. Dali em diante, a música adquiriu uma outra concepção, com tipos diferentes de composições com as marcas dos seus tempos. “Bogary” (2006) alçou a banda a um patamar de reconhecimento nacional. O trabalho, composto por 13 faixas, teve um elogioso release de apresentação assinado por Nando Reis e alcançou a marca de 10 mil cópias vendidas, gerando também o primeiro DVD comercial do rock independente baiano, “Efeito Bogary” (2009), um documentário-musical, dirigido por Renato Gaiarsa e Rodrigo Luna, que conta como foi concebido e gravado o álbum, e como ele se tornou um dos mais celebrados discos do rock brasileiro daquela década.

Já “Aleluia” (2012), álbum duplo com 22 faixas indicado ao Video Music Brasil da MTV na categoria Melhor Disco de Rock, buscou o conceito viável que justapusesse a personalidade artística do grupo e um discurso novo, que dialoga com as mais diversas esferas da cultura da cidade de Salvador. O disco traz novas possibilidades sonoras, novos timbres, novos temas e abordagens, tanto líricas quanto rítmicas, melódicas e harmônicas. A obra tem participação de grandes nomes da música brasileira, tais como o saudoso maestro Letieres Leite e sua Orkestra Rumpilezz, Móveis Coloniais de Acaju, Pitty, Siba Veloso, Mauro Pithon, Jorge Solovera, Gabi Guedes, Paulo Rios Filho e Jajá Cardoso (Vivendo do Ócio). Há também composições em parceria entre Fábio Cascadura com Nando Reis, Ronei Jorge e Beto Bruno (Cachorro Grande) – os dois últimos ainda cantaram junto com Fábio as canções. O trabalho rendeu o documentário “#AleluiaCascadura” (2012).

No currículo, o Cascadura tem alguns dos principais festivais de música do Brasil, como Lollapalooza (São Paulo), Festival de Verão (Salvador), Abril pro Rock (Recife), Bananada (Goiânia), Porão do Rock (Brasília), DoSol (Natal) e Calango (Cuiabá).

Em dezembro de 2015, o emocionante “O Último Concerto”, no Largo Tereza Batista, no Pelourinho, em Salvador, marcou a despedida oficial da banda. Fábio Cascadura logo mudou-se para Toronto, no Canadá, para se dedicar à carreira de historiador e pesquisador, e apenas um show foi realizado desde então, em janeiro de 2018, no Largo Pedro Archanjo, também no Pelourinho, quando da única visita do artista à sua Bahia até o momento.

CASCADURA

“Reunião 30 Anos”

= FEIRA DE SANTANA
Quando: 06 de agosto de 2022 (sábado), 22h
Onde: Casa Noise (Rua Domingos Barbosa de Araújo, 900 – Ponto Central)
Lote de lançamento promocional: R$ 30 (preço único)

= SALVADOR
Onde: Largo da Tieta (Rua das Laranjeiras – Pelourinho)
Quando: 13 de agosto (sábado), 20h – Banda de abertura: Meus Amigos Estão Velhos
Quanto: Lote 1: R$ 80 (inteira) e R$ 40 (meia) | Lote 2: R$ 100 (inteira) e R$ 50 (meia)
Quando: 14 de agosto (domingo), 18h – Banda de abertura: Vivendo do Ócio
Quanto: R$ 100 (inteira) e R$ 50 (meia)

Vendas pelo Sympla

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Date And Time

13/08/2022 - 22:00

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