Independente como nunca, Festival Big Bands divulga programação

Big bands programação

Festival Big Bands divulga programação de sua quarta edição, que acontece de 26 de outubro a 6 de novembro, em diversos bares, casas de shows e espaços de Salvador.

Certa vez o líder da bandas Walverdes, Gustavo Mini, definiu esse universo da música independente de forma certeira. Para ele produzir música, festivais, shows, discos e, porque não, blogs, independentes é se permitir fazer sem precisar necessariamente de recursos financeiros, sem obrigatoriamente visar retorno ou lucro. Aquela história, com ou sem dinheiro, vai ser feito. É mais ou menos assim que existem ainda algumas iniciativas bacanas e que funcionam algumas pessoas.

Um deles é Rogério Big Bross e uma das suas iniciativas mais pessoais e bacanas dele, o Festival Big Bands. Com ou sem apoio, com ou sem edital, com ou sem uma boa estrutura por trás, há quatro anos ele realiza seu festival, hoje um dos principais de Salvador. Se a capital baiana já melhorou muito no quesito festivais, muito se deve a persistência de caras como ele e por sempre estar envolvido na realização deles, seja o Garage Band, lá nos anos 90, o Boom Bahia ou o Big Bands. Saímos, no entanto, da situação de não termos nenhum há uns cinco anos, para hoje termos o Lado BA, o Coquetel Molotov, o Baianada, de certa forma o Conexão Vivo, que não é bem um festival, além do próprio Big Bands, e de alguns outros que estão surgindo ou se consolidando.

A edição 2011 do Big Bands, a quarta do festival, já está agendada e, de certa forma, o festival foi ampliado, sendo realizado durante 12 dias, de 26 de outubro a 6 de novembro, em diversos bares, casas de shows e espaços de Salvador. Um dos aspectos mais interessantes deste ano é justamente distribuir os shows por bairros diversos, inclusive tidos como periféricos. Uma iniciativa bacana, decorrente da ideia de se difundir música, mas também da total falta de recursos do festival este ano.

“Estamos apostando na bilheteria para pagar o som e divulgação e com recursos próprios e do Quina Cultural, que na verdade estavam reservados para outras ações, como tirar o CNPJ”, explica Rogério. Segundo ele, o evento só vai poder ser realizado graças ao apoio colaborativo das bandas, de outros coletivos de Salvador, como Positivoz e Caja, e produtoras independentes, como Tenda Alternativa, Caverna do Som e dos espaços, que gentilmente cederam suas noites/ pautas para o festival. Para Cristiane Delecrode, responsável pelo Núcleo de Sustentabilidade do Quina Cultural, o apoio vai além. Segundo ela, a situação do festival esse ano mostra a força do trabalho colaborativo como alternativa para a produção cultural independente na Bahia. “A união de bandas, produtoras, e coletivos para realizar ações e eventos está pautada na cooperação mútua e na instituição de um outro mercado que não se vale apenas de recursos financeiros, mas em sistemas de trocas como forma de conquista de uma liberdade de fato pra difundir a criação autoral de bandas e artistas”.

É uma forma de trabalho moldada numa estrutura de trabalho bem diferente da que nos habituamos nas últimas décadas, mas que vem ganhando força nos ano 2000. Que se não é a fórmula para todo mundo, tem que ser, no mínimo, visto como um caminho viável e interessante para uma parte importante do mercado musical. Nessas condições e com essa forma de atuação, o Big Bands investiu em algumas mudanças. Além de se espalhar por lugares diferentes na cidade, adotou noites temáticas e inseriu eventos já periódicos na capital baiana para fazer parte da programação do festival, caso das festas “Quinta Trash” e “Nuvem de DJs” e dos eventos “Rockabilly sessions” e “Faustão Falando Sozinho”. Resultado, tem noite punk, noite metal, noite rock, noite instrumental e duas noites voltadas para o hip hop. Se não reúne os principais nomes do circuito, nem mesmo o soteropolitano, aposta em bandas novas, alguns grupos que já vem chamando a atenção, bandas do interior do estado e bons convidados de fora, como Canastra e Black Alien, do Rio de Janeiro, e Nevilton, do Paraná. A programação você vê abaixo:

PROGRAMAÇÃO  FESTIVAL BIG BANDS 2011
25/10 A 06/11

Dia 25/10
Big bands programaçãoCabaré Fora do Eixo
Póstudo (Rio Vermelho)
– Pirigulino Babilake

Dia 28/10
Rockabilly sessions
Portela Café (Rio Vermelho)
– Canastra (RJ)
– DJ BigBross

Dia 29/10
Tarde Extremo
The Other Place – Antigo Red Devils MC (Brotas)
– Overtum
– Facada (CE)
– Clamus (CE)

Noite Rock
Ali do Lado (Rio Vermelho)
– AutoReverso
– Magdalene Rocknroll Explosion (Feira de Santana – BA)
– Mendigo Blues (Itabuna – BA)

Noite HipHop
Sunshine (Rio Vermelho)
– Black Alien (RJ)
– Doga Love
– Pedro Vuks (MG)
– DJ Jarrão
– MCING: DaGanja

Dia 30/10
Noite HipHop
Sunshine (Rio Vermelho)
– Robson Veio
– Efeito Zumbi (Feira de Santana)
– MC Marechal (RJ)
– Rashid (SP)
– Versu2 http://www.versu2.com/
– DJ Jarrão

Noite Rock
Irish Pub (Rio Vermelho)
– Tronica
– Você me Excita
– Mamutes (SE)
– Nevilton (PR)

Dia 01/11
Noite Instrumental
Póstudo (Rio Vermelho)
– Hessel
– Peito de Planta
– Retrovisor
– Tentrio

Dia 03/11
Festa com DJs
Baianinha (Carlos Gomes)
– Quinta Trash

Dia 04/11
Festa com DJs
Praia dos Livros (Porto da Barra)
– Nuvens de DJs – DJ Elektra e convidados

Dia 05/11Big bands programação
Festa Punk
Irish Pub (Rio Vermelho)
– Pastel de Miolos (Lauro de Freitas-BA)
– The Pivos (Camaçari-BA)
– Thrunda (CE)
– Mapache Man

Faustão Falando Sozinho
Espaço Dona Neuza (Marback)
– Babi Jaques e os Sicilianos (PE)
– Irmão Carlos e O Catado
– Monograma (MG)

  1. Na boa, eu achei esse formato do Big Bands horrível! Isso funciona muito bem em grandes capitais onde tem um público enorme de show, mas em SSA onde qualquer show as caras são as mesmas é uma bosta, pois vão ter vários shows legais no mesmo dia e em locais não muito próximos, o que de certa forma vai acabar fudendo com algumas bandas.

    Exemplo, no mesmo dia de Black Alien no Rio vermelho vai ter Facada em Brotas, porra é claro que pela facilidade e pela pagapauzice as pessoas irão preferir ir ao Rio Vermelho, não conto aqui as que realmente curtem ambas as bandas, que vão de qualquer jeito e em qualquer lugar.

    Assim, a idéia foi legal até, mas a realidade de nossa cidade é outra e acho sinceramente que o formato fixo, em lugar apenas daria uma melhor visibilidade as bandas que se apresentam neste.

    Sobre o que Cristiane Delecrode disse, não acho esse formato das bandas colaborando com o evento nada inovador, isso na verdade sempre foi o que pairou nos eventos punx, é o pilar basilar: Coletividade.

  2. vc esta muito enanado e bastante equivocado sobre tudo que falou, duvido que algun fã de metal va ver black alien, e sim não é novidade o formato e foi feito muito antes dos punxs..a coletividade vem de antes disso..é simples escolhe o dia que quer ir e vai..e gostaria muito de acreditar que aqui tem um publico enorme de shows, e te garanto não tem.

  3. sem levar em conta que o show do facada é a tarde e black alien a noite da para vcs ir pros dois, se quizer conversar pessoalmente entendera perfeitamente o por que do formato, sem mais polemicas, bom festival para vc.

    grato

    big

  4. Porra, então eu me fudi porque gosto tanto de metal como de rep, não sabia que uma coisa anulava a outra, agora tou em dúvida se jogo fora meus discos de metal ou de rep, posso ficar com os de hardcore?

    Foi o que disse, aqui não tem um público enorme, se tivesse o formato do festival seria perfeito, pois desafogaria alguns espaços, mas como não tem vai acabar por diminiur ainda mais em alguns espaços.

    E não entendi a parte do está equívocado sobre tudo que eu disse, já que você mesmo concordou que essa forma coletiva de se fazer eventos não é nenhuma novidade.

    Ahhh..nem quis polemizar, até porque não vejo tanta coisa pra polêmica aqui, eu espero realmente que o show do facada seja pontual e que dê para ir em ambos, já que citei apenas as bandas principais, o que não seignifica que não tenho interesse em ver clamus e doga love, isso é se for permitido a minha pessoa gostar também de ambos.

  5. Pois é depois reclamam que não tem publico o Festival Big Bands faz concorrência com ele mesmo, e depois de vários anos acha que o publico não pode gostar de várias vertentes musicais

  6. Conclusão: o discurso de super profissionalismo mesmo quando colateral à propaganda eficientissima do “trabalho coletivo”(qual, fora o de Jesus, não é?) está diretamente atrelado neste caso a condições, por exemplo, como a posse de um automóvel. Qual a novidade? A maioria das iniciativas “alternativas” de produção cultural ainda são regidas por diretrizes tão miudas e cretinas que tenho pena de um amigo meu q estuda produção cultural, caso ele queira mesmo trampar por aqui…

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