Você já olhou para sua coleção de música hoje?

A cada nova tecnologia lançada, a cada promoção em uma grande loja, a cada olhada para a coleção de discos ou a cada lançamento de CD, sempre volta à mente qual o futuro do mercado de música. Entre as principais notícias da semana no mundo da música girou o balanço da indústria fonográfica para o ano de 2006. Mais uma vez as vendas de discos tiveram forte queda no Brasil, com as gravadoras multinacionais tendo uma redução de 25,5% em relação a 2005. Seria alarmante se o mesmo estudo não registrasse que essas mesmas gravadoras fecharam o ano que terminou no lucro. Parece que finalmente a indústria está se adaptando a nova realidade, não só reduzindo seus custos e extravagâncias, mas pensando mais digitalmente. O resultado disso aparece de maneira mais forte no mercado mundial, onde a venda de música digital registrou um crescimento de 100%, num total comercializado de 2 bilhões de dólares, segundo a AIFPI (Federação Internacional da Indústria Fonográfica). Com isso, o faturamento com a música digital agora é responsável por 10% do total das vendas. Assim mesmo, ele não foi suficiente para compensar a queda de 4% das vendas de CDs. O futuro, no entanto, é promissor. A previsão é que em 2010 a música digital represente 25% do mercado mundial de música. Segundo o relatório da AIFPI, em 2006 foram 795 milhões de downloads legais, 89% a mais que 2005. O número de faixas também cresceu, dobrando a quantidade para mais de 4 milhões.

Futuro é digital
A previsão é que em 2010 só os norte-americanos gastem 4,9 bilhões de dólares com músicas na internet, segundo a empresa de pesquisas e-Marketr. Lá na terra de Bush a venda de downloads bateu um novo recorde na última semana de 2006, com mais de 30 milhões de faixas vendidas. Superando em muito a marca anterior, que era de 19,9 milhões em 2005. A top 1 de vendas nessa última semana de 2006 foi “Fergalicious”, de Fergie, com 294 mil downloads. As vendas cresceram também não só para singles, mas também para álbuns completos. Pela primeira vez na história foram vendidas mais de 1 milhão de unidades. O aumento de faixas digitais vendidas em 2006 nos EUA foi de 65%. Na Inglaterra, a parada de sucessos vai incluir as 40 músicas mais baixadas na internet. Com isso, não é mais necessário ter um disco físico para entrar nas paradas. A primeira conseqüência é uma demonstração de que não é mais necessário estar inserido na grande indústria para obter bons resultados. A banda Koopa, por exemplo, nem tem uma gravadora e entrou nas paradas dos mais vendidos. Foi a primeira independente a emplacar um single no top 40 inglês. No mercado brasileiro os números da música digital ainda não foram divulgados, mas deve sair nos próximos dias e é certo que também tenha crescido. Entre as apostas da indústria mundial para este ano está o mercado de música para celulares.

My Blood vivo
A depender de sua idade, é bem capaz nunca ter ouvido falar na banda My Blood Valentine. Ela foi uma das mais marcantes de uma sonoridade que surgiu no final dos anos 80 que unia uma parede sonora produzida por distorções de guitarra com um clima atmosférico. Desde 1991, com o clássico Loveless, que o grupo não lançava nada. Depois de participar de diversos trabalhos, o líder da banda, Kevin Shields, anunciou que vai lançar um novo trabalho. Muita gente aguarda esse disco há anos.

Errata Mutantes
Retificando a nota que saiu aqui na semana passada, os Mutantes, ao contrário do que dissemos, já tocou em Salvador. A banda esteve aqui no final dos anos 60 e em 1972, num show na Concha Acústica. Outra retificação é para dizer que a banda não esta negociando uma apresentação em Salvador, ela já está acertada e deve acontecer mesmo em abril.

Festivais e gringos
Coloque na agenda, a partir do próximo mês começam a pipocar os festivais Brasil afora, boa parte deles prometendo atrações gringas. O sempre especulativo Sonora (ex-Curitiba Rock Festival) pode levar para capital paranaense as bandas Ash, Rakes, Subways e Rapture. Certo mesmo é Marky Ramone de volta para o Brasil com show confirmado para o Abril Pro Rock.

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