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Os artistas dos sonhos por quem faz os festivais no Brasil

Todo mundo que gosta de música sonha em ver seus artistas preferidos escalados para os festivais pelo Brasil. Mas quem são os artistas que os produtores, curadores, diretores e pensadores dos festivais sonham em ter em sua programação? A gente saiu perguntando para eles, pedindo uma indicação nacional e outra internacional e o resultado você vê abaixo. Teve de tudo um pouco, com poucas coincidências, o que ilustra as diferentes visões e mesmo os perfis diversos dos festivais pelo país. Confira abaixo e torça para que eles consigam algum dia realizar seus sonhos e os de alguns de nós.

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Guttie (Rec Beat – PE)

sonhos C. TanganaInternacional: C. Tangana (ESP)
“Adoraria trazer para o Rec-Beat C. Tangana fazendo o show do álbum “El Madrileño”, que junta várias influências, como o flamenco, bolero, samba e sonoridades latinas. O mais perto que cheguei disso foi em 2023, quando programei Niño de Elche, que participa desse álbum, ao lado de outros nomes como Gipsy Kings, La Húngara, Jorge Drexler, Andrés Calamaro e…Toquinho.”

Nacional: Rumo (BRA)
” Gosto muito da Vanguarda Paulistana, e o Rumo foi um dos pilares dessa cena, com letras inspiradas no cotidiano e interpretações que exploravam o “canto falado”, lembrando um pouco a Mário Reis e outros intérpretes da “era de ouro do rádio”. Tentei algumas vezes trazer para o Rec-Beat, mas é uma banda com muitos integrantes, como Ná Ozetti, Luiz Tatit, Paulo Tatit, difícil de reunir novamente. Mas acho que seria lindo.”

Gabriel Andrade (Coala – SP)

Chico BuarqueNacional: Chico Buarque
“É um dos poucos grandes que ainda não passaram pelo Coala e acho que seria incrível um show/repertório pensado para festival.”

Internacional: Stevie Wonder
“É um artista que cresci ouvindo e nunca tive a oportunidade de ver o show.”

Jeft Dias (Festival Psica – PA)

Bad BunnyInternacional: Bad Bunny 
“Bad Bunny pelo seu discurso sobre América Latina.”

Nacional: Racionais MC’s
“Racionais MC’s por ser uma grande referência periférica no Brasil todo. Racionais e Joelma são as grandes influências do festival Psica, ambas grandes potências independentes da periferia.”

Guilherme Tavares (Favela Sounds – DF)

Festivais sonhos Stevie Wonder - credito Thomas HawInternacional – Stevie Wonder
“Da gringa são muitos, mas o principal é o Stevie Wonder que só o rock in rio consegue. Porque acho que a música e a estética dele inspira tudo que as periferias do brasil criam até hoje, direta ou indiretamente. Mas de internacionais tenho outros sonhos também: MIA, honey Dijon, lizzo. Já tentei todas. Agora o Steve seria assim, pra chorar, abraçar a família, os amigos, sentir que aquele momento é único, pra cidade em que moramos e pra nossas vidas.”

Nacional: Jorge Ben e o Zeca Pagodinho
“Do brasil eu queria o Exaltasamba reunido de novo, quando eles acabaram não havia Favela Sounds; e hoje eu não teria dinheiro pra pagar. Ainda sonho em ter o Jorge Ben e o Zeca Pagodinho no line tb, mas muito caro. Porque sinto que sem samba e pagode é impossível fazer a radiografia perfeita da música de favela. E sinto sempre que tá faltando nomes desses estilos nos nossos lines por uma questão financeira mesmo.”

Pedro Seiler (Queremos – RJ)

Orkestra Rumpilezz -Internacional: Sault
Nacional: Orkestra Rumpilezz

“No Queremos! sempre tentamos surpreender, inovar, buscando com nossa curadoria entregar algo muito especial pro público. Depois de 15 anos, com mais de 500 shows realizados, sempre tem aquela banda que a gente quer muito realizar. Pensando em nomes que não estão mais entre nós, ou não são muito apegados a excursionar…. pessoalmente eu queria muito ter feito Leonard Cohen, Fiona Apple, Portishead, retorno do Talking Heads, uma reunião do Sons of Kemet e Elza Soares – inclusive ela iria se apresentar com a gente no ano que nos deixou. Mas sendo mais “realistas”  uma noite com Rumpilezz com convidados e poder trazer o Sault seria lindo demais!”

Leo Bigode (Goiânia Noise – GO)

MelvinsInternacional – Melvins
“É uma banda muito importante para quem é de nossa geração e curte barulho dos anos 1990, uma banda emblemática demais. Eu até me lembrei de uma banda que eu queria mais do que o Melvins, que é o Fugazi, que é uma banda de atitude e de postura dessa contracultura que a gente vive, eu só não sei se eles estão tocando, acho que sim. Fugazi seria um sonho pessoal meu. Melvins também”.

Nacional – Planet Hemp
“Porque é uma banda da nossa geração, que que agente viu do começo, depois que cresceu eu nunca consegui por no Noise, nunca tive perna pra por na estrutura financeira do nosso festival. então acaba sendo uma vontade ver os caras tocando na line do nosso festival.”

Gabriel Bibi (Festival Timbre – MG)

Gilberto GilNacional: Gilberto Gil
“Tento há bastante tempo e nunca deu certo. É uma entidade da música brasileira, tudo que representa para a arte e cultura nesse pais.”

Internacional: Orishas
“Orishas é um show que ainda quero ver, uma banda que sempre me inspirou, que imagino o show e a reação do público.”

Manuela Coelho (Rock the Mountain  – RJ)

MadonnaInternacional: Madonna
“A maior diva pop da história da música, seria um show de celebração da liberdade e diversidade, nosso público com certeza iria à loucura!”

Artista nacional: Chico Buarque
“É um dos poucos artistas lendários vivos que ainda não conseguimos trazer, suas músicas e historia simbolizam a nossa mensagem e em tempos como hoje é tão necessário ouvir o que ele tem a dizer.”

Lucio Ribeiro (Popload – SP)

racionais mcsNacional: Racionais MC’s
“Seria um nome que fecharia um ciclo na minha vida. Dos nomes que eu mais admiro, esse seria um sonho, embora esteja num patamar de preço e de tamanho que talvez escapasse do Popload Festival. Pra mim é um top 3 do que eu mais gostei em música cantada em lingua portuguesa.”

Internacional: LCD Soundsystem
“Outra “banda da vida”. Já trouxemos uma vez eles em 2011, num outro mundo, e seria maravilhoso trazê-los de novo hoje. Aquela coisa de “banda antiga” que eu sempre acho que tá fazendo “a música do futuro”. Desde os anos 2000.”

Jomardo Jomas (Festival Mada – RN)

radioheadInternacional: Radiohead 
“Radiohead, pela relevância e ainda tem ligações com Chico rsrsrs”

Nacional: Chico Buarque 
“Chico Buarque pelo cronista que é do cotidiano brasileiro”

Ana Morena (Festival DoSol – RN)

marisa monteNacional: Marisa Monte
Internacional: Patti Smith


“Duas mulheres cantoras compositoras pensadoras que tocam profundamente meu coração e que equilibram arte crítica e poética na condução de suas carreiras.”

Marcelo Damaso (Se Rasgum – PA)

gogol bordelloInternacional: Gogol Bordello
“Gogol Bordello tem a cara do Se Rasgum. Pode não ser uma das minhas bandas favoritas, mas soma demais à nossa proposta.”

Nacional: Gilberto Gil
“Gilberto Gil era um grande sonho pra gente. Mas com a despedida, não tem mais jeito.”

Carolina de Amar (Festival Sarará – MG)

djavanNacional: Djavan
“Escolher Djavan é escolher a beleza da canção brasileira em sua forma mais atemporal: suas harmonias sofisticadas, a poesia das letras e a capacidade de transitar entre MPB, jazz e ritmos populares o tornam um artista que fala tanto ao público mais velho quanto às novas gerações. Para um festival pautado em cultura, trazer Djavan é reafirmar o compromisso com a música brasileira de qualidade — é oferecer um momento de escuta sensível, valorizando o repertório autoral como patrimônio vivo. Além disso, seu repertório tem potencial para encontros e reinterpretações com artistas locais, criando diálogos artísticos que fortalecem a cena que queremos celebrar no Sarará.”

Internacional: Rihanna + BaianaSystem
“Escolhi Rihanna porque, além de seu alcance mundial e do impacto cultural que gera, sua trajetória – como mulher negra do Caribe que construiu uma voz artística autêntica em múltiplos campos – abre espaço para conversas sobre representatividade, potência estética e liberdade criativa. No Sarará, que tem como eixo a cultura e a música brasileiras, a presença internacional só faz sentido quando é costurada com nossa tradição: por isso penso no BaianaSystem como par ideal. O BaianaSystem traz a Bahia como fonte – percussão pulsante, mistura de eletrônico e tradição afro-brasileira, atitude contundente e um espetáculo que é ao mesmo tempo festa e afirmação política. Imaginar Rihanna e BaianaSystem no mesmo palco (ou em projetos integrados) é imaginar um encontro entre diásporas, um show que conecta o global ao local sem apagar nossas raízes, gerando um momento estético e político muito potente para o festival.”

Ana Garcia (Coquetel Molotov – PE)

sonic youthInternacional: Sonic Youth/ Kim Gordon
“Eu queria ser a responsável por fazer o Sonic Youth voltar a tocar juntos! Imagina isso!!! Mas para ser sincera, já ficaria feliz se fosse a Kim Gordon tocando aqui!!!”

Nacional: Gaby Amarantos
“Hoje eu desejo Gaby Amarantos, eu estou completamente apaixonada por esse Rock Doido que ela acabou de lançar. É sonhar pequeno? É não, porque essa mulher é uma das mais fodas das fodas e eu fiz o seu primeiro show no Recife lá em 2009. Nunca vou esquecer da nossa viagem para a Ilha Algodoal em 2004 com Miranda para conhecer o Tecno Show.”

Para quem gosta de música sem preconceitos.

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