Lazzo, Maglore, IFÁ, Ana Barroso, Nara Couto são algumas das atrações da Bahia no festival, que recebe ainda internacionais africanos de Angola e Guiné Bissau, além de nomes como Academia da Berlinda e Céu.
Um dos festivais mais importantes do cenário musical baiano, o Zona Mundianunciou a programação completa de sua 10ª edição, que acontece de 10 a 14 de setembro, em Salvador, com importantes nomes da cena local, nacional e convidados internacionais. Serão 17 shows, além de painéis, hacklabs e rodadas de negócios, reunindo 20 agentes culturais e artistas do Brasil, Angola e Guiné Bissau. As atividades acontecem em diversos espaços da cidade durante cinco dias, três deles com apresentações musicais.
Entre os destaques dos shows deste ano estão os encontros de Lazzo com a cantora Céu e da baiana Nara Couto com Patche Di Rima, de Guiné Bissau. As presenças internacionais também merecem menção, além de Rima, estão na programação o cantautor Nino Galissa, de Guiné Bissau, além do angolano Rei Hélder do Kuduro. A programação conta ainda com nomes importantes do cenário independentes nacional, como Maglore, Academia da Berlinda e o paraibano Chico Corrêa, além de expoentes do cenário baiano: Ana Barroso, IFÁ, Yayá Massemba, Sonora Amaralina, Matheus Aleluia Filho, Forró da Gota e Os Bambas do Nordeste.
Muito mais do que um evento musical, o Zona Mundi reafirma seu papel de conexão entre música, arte, tecnologia e inovação do Brasil. Segundo Vince Athayde, diretor e curador do festival, o Zona Mundi é um festival conector. “Artisticamente e institucionalmente buscamos estreitar laços entre artistas e agentes brasileiros com países do sul global”, reforça. Ele lembra que ano passado, o festival recebeu agentes e artistas de países como Moçambique, Angola e a Guiné Bissau, além de agentes de países que colaboram com este conceito, e este ano essa articulação se repete. “O Zona Mundi busca representar a importância dessa identificação mútua entre estes países, desenvolver trocas e compartilhar tecnologias para colaborar na consolidação dessa proposta e colaborar, também, com o desenvolvimento da cena local”, finaliza.
Programação
Para contemplar estas propostas, a programação será dividida em três eixos: Zona do Pensamento, Zona Colab e Zona Integrada. A primeira abrigará debates sobre cidades criativas, patrimônio imaterial e panorama do Circuito Petrobras de Festivais e será realizada no dia 10, no Cinema do Museu, e no dia 11, na Sala Nilda Spencer, na Barroquinha. A Zona Colab é um espaço de colaboração com rodadas de negócios e hacklabs com foco em tecnologia, produção musical e economia criativa, que acontece também no dia 11, na Sala Nelson Maleiro, na Barroquinha. (veja programação completa abaixo)

A Zona Integrada é o crème de la crème, voltada para as mostras musicais e performances, que estão concentradas em três dias de programação, de 12 a 14 de setembro, divididas pelos Largos do Pelourinho e Trapiche Barnabé. O primeiro dia 12.09 (sexta), tem entrada gratuita e acontece das 19h às 23h, no Pelourinho, com Nino Galissa (Guiné Bissau) e Ana Barroso se apresentando no Largo Teresa Batista, Matheus Aleluia Filho e Rei Hélder do Kuduro (Angola) no Largo Quincas Berro D’Água e Forró da Gota e Os Bambas do Nordeste, no Largo Pedro Archanjo.
Nos dias 13 e 14.09 (sábado e domingo), o Zona Mundi ocupa o Trapiche Barnabé, que terá uma programação que se inicia a partir das 17h e tem ingressos a preços populares, R$ 60 (inteira) e R$ 30 (meia). POr lá se apresentam, no sábado, Academia da Berlinda (PE), IFÁ (BA), Yayá Massemba (BA) e Chico Corrêa (PB). Já no domingo, sobem ao placo Lazzo (BA), que recebe a cantora Céu (SP) como convidada, Maglore (BA), Sonora Amaralina (BA) e Nara Couto (BA), que convida Patche Di Rima (Guiné Bissau). (veja programação completa abaixo)
Para Vince, “a curadoria desta edição reforça o trajeto plural que o Zona Mundi vem construindo desde 2009, com uma seleção que cruza música popular, groove, afrobeat, MPB, cúmbia, rock, psicodelia nordestina e diálogos globais, celebrando tanto a tradição quanto as experimentações que atravessam o festival”. Nesta edição comemorativa, o festival conta com a cocuradoria do projeto Marimba, uma rede internacional que tem como objetivo valorizar a produção musical em Angola, Guiné-Bissau, Moçambique e Timor-Leste, além de outros países de língua portuguesa.
Atrações
A cena baiana está muito bem representada no festival com uma gama de artistas e ritmos diversos. Com nomes mais conhecidos, como o suinge e potência de Lazzo Matumbi, que recebe a cantora paulista Céu como convidada, a Maglore com seu afiado rock pop ou o afrobeat-funk-afoxé-reggae cheio de groove do grupo IFÁ, mas também artistas que têm ampliado as possibilidades da música feita na Bahia. A cantora e compositora Ana Barroso com sua MPB com influência nordestina, a banda Sonora Amaralina com cumbia e ritmos latinos, a cantora Nara Couto com sua musicalidade afro-pop, o samba raiz do grupo feminino Yayá Massemba, a sensibilidade afro brasileira de Matheus Aleluia Filho e os ritmos nordestinos do Forró da Gota e Os Bambas do Nordeste.
Dos nomes nacionais, o Zona Mundi mantém o espírito de diálogo com as sonoridades do mundo, seja com a Academia da Berlinda, com sua mistura de frevo, carimbó, cúmbia, merengue, surf music e ritmos nordestinos e com o produtor, DJ e mestre em fusões, Chico Correa, que faz uma mescla da ancestralidade musical do Nordeste brasileiro com paisagens eletrônicas que trafegam por dub, trip hop e afrobeat.

Internacionais
Entre os estrangeiros, Patche Di Rima já é um nome conhecido por aqui. Com mais de 20 anos de carreira e três álbuns gravados, o guineense se aprsentou no festival no ano passado e ao lado do BaianaSystem no Afropunk Bahia de 2023. Ele tem também de uma versão da música “Miçanga” com a banda, lançada em 2024. Patche Di Rima faz uma música atual, com a eletrônica sendo elemento fundamental na produção, mas com uma sonoridade tipicamente africana. Ele cruza ritmos tradicionais de seu país, Guiné-Bissau, como o gumbé, tina ou singa, com o afro beat, zouk e kizomba, criando um estilo próprio que batizou como “Sikó”. Sempre exaltando a cultura aficana, ele usa dialetos tradicionais Guineenses, como o crioulo, o pepel, o manjaco, o fula, o mandinga e o sussu.
Helder, o Rei do Kuduro, ou apenas Rei Helder, é um dos artistas mais populares do mais popular ritmo angolano. Com mais de 40 anos de carreira, ele é pioneiro do kuduro em Portugal com sua música contagiante. Com cinco álbuns lançados, ele vem trabalhando o mais recente, 40 anos de Carreira, que reúne seus maiores sucessos.
Cantautor guineense, residente na Catalunha, Nino Galissa traz uma sonoridade que remete a uma África mais tradicional, baseada nas raízes musicais de seu país. Ele se apresenta sempre acompanhado da kora, um instrumento africano tradicional, harpa de origem africana com 21 cordas. Originário de uma familia griô, ele traz tenas cantados em mandingo, crioulo, fula, inglês, espanhol e catalão. Seu último álbum, Africa Today, é um diário de esperanças e sonhos, no qual projeta um continente africano livre de fome, pobreza, guerra, doenças e morte, com a música servindo como um elemento de união, riqueza e paz. Radicado em Barcelona, Espanha, ele é fã da música brasileiro, especialmente de Milton Nascimento, Djavan e Carlinhos Brown.

O Festival Zona Mundi conta com o patrocínio da Petrobras através da Lei de Incentivo à Cultura, Ministério da Cultura e Governo Federal – União e Reconstrução e foi fomentado pelo Programa Funarte de Apoio a Ações Continuadas 2023. Para sua realização, também conta com os apoios da Fundação Gregório de Matos, Secretaria Municipal de Cultura, Circuito Sala de Arte, Fundação Cultural do Estado da Bahia e Secretaria Estadual da Cultura.
SERVIÇO:
Festival Zona Mundi
Apresentações artísticas, painéis, hacklabs e rodadas de negócios
10 a 14 de setembro de 2025
Ingressos à venda para o Festival Zona Mundi – Palco Petrobras (Trapiche Barnabé) – R$ 60,00 e R$ 30,00
Ingressos
Programação
10/09 – Quarta-feira – Zona do Pensamento –Cinema do Museu
- 19h – Cidades Criativas da UNESCO
Participações: representantes de Recife, Medellín e Salvador.
11/09 – Quinta-feira – Zona do Pensamento & Zona Colab
Painéis – Sala Nilda Spencer (Barroquinha)
- 16h – Patrimônios Imateriais da UNESCO: Samba de Roda (BA) e Corá de Guiné-Bissau, com Nino Galissa (Guiné Bissau).
- 17h – Circuito Petrobras de Festivais e Mercados da Música.
Zona Colab – Sala Nelson Maleiro (Barroquinha)
- 10h às 12h – Rodadas de Negócios (40 artistas, grupos e festivais).
- 14h às 16h – Hacklab:
- IBERMúsicas – Comunidade da Música.
- Produção Musical com Inteligência Artificial, com Alfredo Moura.
12/09 – Sexta-feira – Zona Integrada – Pelourinho (19h às 23h)
- Largo Teresa Batista – Nino Galissa (Guiné Bissau) e Ana Barroso
- Largo Quincas Berro D’Água – Matheus Aleluia Filho e Rei Hélder do Kuduro (Angola)
- Largo Pedro Archanjo – Forró da Gota e Os Bambas do Nordeste
13/09 – Sábado – Zona Integrada – Palco Petrobras – Trapiche Barnabé (17h às 23h)
- Chico Corrêa
- Yayá Massemba
- IFÁ
- Academia da Berlinda
14/09 – Domingo – Zona Integrada – Palco Petrobras – Trapiche Barnabé (17h às 23h)
- Nara Couto convida Patche Di Rima (Guiné Bissau)
- Sonora Amaralina
- Maglore
- Lazzo convida Céu






