A música feita na Bahia segue em alta produtividade, com diversos singles, clipes e álbuns sendo lançados semanalmente. No primeiro semestre deste ano tivemos uma boa dose do que promete ser o ano de 2025, com pelo menos 71 álbuns e EPs lançados (veja lista abaixo). Boa parte dos artistas da música contemporânea baiana, aquela surgida a partir dos anos 2000, a geração pós-Axé Music, apresentou novidades nesta primeira parte do ano.
Com destaque aqui para as mulheres, quase todas com novos e significativos álbuns, artistas como Luedji Luna, Josyara, Jadsa, Rachel Reis, Manuela Rodrigues e Ana Paula Albuquerque. Outros nomes celebrados também trouxeram seus novos trabalhos, como BaianaSystem e os veteranos Riachão (póstumo) e Mateus Aleluia. Tem ainda novidades bem quentes de gêneros diversos, como Gravnave, Rei Lacoste, Dendê Dub, Colibri, Mirceia Jordana, além de coletânea com os principais blocos afro, entre muitos outros. Confira abaixo os destaques do primeiro semestre, ouça um compilado na playlist e veja a lista com todos os mais de 70 lançamentos do ano até agora na Bahia.
Manuela Rodrigues – Manu
Celebrando seus 25 anos de carreira, a cantora, compositora e instrumentista Manuela Rodrigues segue apresentando um universo musical fora dos padrões. Em Manu, seu quinto álbum, ela reforça sua trama ousada, que se utiliza de MPB, pop, jazz, e até progressivo e eletrônico, para criar um modo particular de expor sua visão de mundo. (leia crítica aqui)
Ana Paula Albuquerque – Tributo aos Tincoãs
Um dos álbuns mais emblemáticos da música afro-brasileira, o segundo do grupo Os Tincoãs, lançado em 1973, segue indisponível nas plataformas de streaming. Só por isto, o Tributo aos Tincoãs da cantora, compositora e arranjadora Ana Paula Albuquerque já valeria à pena, já que ela recria o disco na íntegra e na mesma ordem que o original. Mas, além de prestar reverência ao legado do grupo baiano, a artista contribui inserindo arranjos contemporâneos e promovendo uma conexão entre o passado e o presente. A rítmica e as harmonias vocais afro-brasileiros marcantes do grupo ganham outros ambientes com a a linguagem jazzística e a musicalidade da cantora.

Josyara – Avia
Em seu terceiro álbum solo de inéditas, Josyara reforça suas principais características e qualidades, se cercando de boas companhias e mostrando uma diversidade de referências. Cantora, compositora, instrumentista e produtora musical, ela comprova a grandeza em cada uma das funções. Seu violão marcante e a voz doce e forte embalam canções próprias e versões com belos arranjos que tratam de sentimentos particulares comuns a qualquer um de nós. Dez faixas que valorizam sua assinatura como artista do primeiro patamar de nossa música.
Jadsa – Big Buraco
Desde que surgiu, Jadsa mostrou saber brincar com intimidade com as várias referências, mas se tornou mais conhecida por um trabalho que beira a experimentação e uma musicalidade torta. Nesse segundo álbum, Big Buraco, ela mantém seus métodos inusuais, mas dá uma volta no tempo e demonstra sua grande capacidade de criar canções e arranjos que passam caprichosamente por MPB, samba, neo-soul, reggae e blues. (leia crítica aqui)
Luedji Luna – Um Mar Para Cada Um, e Antes que a Terra Acabe
A mais bem sucedida comercialmente entre as mulheres, Luedji Luna parece consolidar nacionalmente seu status de grande voz da música baiana atual. Depois de 5 anos trabalhando o conceito de Bom Mesmo é Estar Debaixo D’Água, com direito a um álbum Deluxe complementar e um Ao vivo, lançado no começo do ano, ela apontou para novos rumos com dois novos trabalhos lançados este ano. Primeiro veio Um Mar Para Cada Um, lançado em maio, que se aprofunda no jazz e no neo-soul, e logo na sequência, menos de um mês depois, a surpresa de um outro álbum, Antes que a Terra Acabe, que amplia as referências e traz ainda bossa nova, afrobeat e amapiano.
Rachel Reis – Divina Casca
Ainda mais nova, também com nome já badalado nacionalmente, Rachel Reis. vem com outro trabalho certeiro. Depois da trajetória de Meu Esquema, de 2022, a cantora e compositora veio em 2025 com Divina Casca (Leia crítica aqui), que ampliou os horizontes sonoros da artista. Bem resolvido, com o mesmo acerto em canções e melodias, e boa produção, o álbum pode consolidá-la definitivamente como nome forte da música baiana.
BaianaSystem – O Mundo dá Voltas
Maior banda do Brasil na atualidade, a BaianaSystem continua mostrando que sabe como poucos aliar passado e futuro, criatividade, ousadia e inteligência, apuro técnico e uma impressionante verve pop. Em seu quinto álbum de estúdio, O Mundo Dá Voltas, Russo Passapusso, Beto Barreto e companhia aprofundam essa essência ao promover um diálogo entre os ritmos afro-ancestrais, as raízes afro-latinas, a tradição da música brasileira, ao tempo que criam hits potentes, apuram os sons da contemporaneidade e apontam para um futuro plural. Sem conseguir ser enquadrado em um gênero específico, o grupo trafega por referências múltiplas e cria uma sonoridade singular, forte e irresistível.
Novidades

Mirceia Jordana – À Vontade
Além dos nomes mais conhecidos, a Bahia segue apresentando novidades. Algumas delas merecem destaque neste primeiro semestre com seus discos de estreia. A jovem Mirceia Jordana, cantora e compositora de 25 anos, nascida na pequena Iraquara, na Chapada Diamantina, lançou o álbum À Vontade, trabalho que costura elementos da música popular brasileira com ritmos afro-baianos e arranjos contemporâneos. Com oito faixas, o álbum transita de forma muito coesa por MPB, xote, samba-reggae, bolero, pop, samba de roda e improvisações vocais, sempre sob a voz marcante da artista.
Guias Cegos – NiquimEP
Outro estreante é o grupo Guias Cegos, que tem origem no Subúrbio de Salvador. Formado pelos artistas Bala de Ogum, Daniele Menezes, Xaves e Ueslei Nascimento, o grupo lançou seu trabalho de estreia, Niquim, um EP com 4 faixas que une samba, MPB, ijexá e trap com inventividade.
Fatel – Ao Vivo no Sesc Casa do Comércio
Fatel vem se estabelecendo como um dos grandes nomes da música contemporânea baiana. Com sua banda A Trupe Poligodélica, tem um trabalho mais calcado no rock. Já na carreira solo, faz um trabalho mais próximo das Cantorias de Elomar, Xangai e cia e de uma MPB menos óbvia. Nos shows, ele mostra essa sua verve com voz e violão potentes e um modo particular de interpretar. Nesse seu álbum, gravado ao vivo, ele traz a atmosfera que cria em suas apresentações. Cantando acompanhado apenas do violão, traz sua músicas próprias entrecortadas por canções de gente como Vital Farias, Aldir Blanc, Jards Macalé, Chico Buarque, Roberto Menescal, Antônio Cícero, João Bosco e Waly Salomão.
Gravnave – Cintura sem Censura EP
Na cena desde 2019, surgida do encontro de artistas com longa atuação na cena musical baiana, a Gravnave aprofunda suas combinações de tradição e inovação com o EP Cintura Sem Censura. A proposta aqui é grave vibrante, música dançante, numa mistura de referências afro-baianas com sonoridades globais. A típica música afro-baiana contemporânea, que une elementos do pagodão, hip hop, rock, pop, afrobeat, cumbia e música eletrônica, com influência também dos blocos afros e da cultura urbana. O EP tem apenas quatro músicas e pelo menos duas com cara de hit, “Guti Guti” e “Ciranda de Idéias”.
Dendê Dub – Tambores Graves Urbanos
Ativo há 16 anos, só agora o grupo Dendê Dub lançou seu primeiro trabalho, o álbum Tambores Graves Urbanos, que traz em suas oito faixas o que o título promete, apontando em diversas direções dos sons afro-urbanos pelo mundo. Um compilado que passa por gêneros tradicionais e contemporâneos, amapiano, ragga, dancehall, coco, pagodão baiano, kuduro e ritmos afro-baianos dentro do contexto da bass culture. Um diálogo de graves, eletrônica, beats e ritmos, que resulta em um groove forte com sonoridade pop em sintonia com as ruas soteropolitanas ou de qualquer grande metrópole com forte presença negra.
Rap, trap e afins

Ravi Lobo – Shakespeare do Gueto II
Do universo do hip hop baiano, o veterano Ravi Lobo, que fez parte do grupo Rap Nova Era, traz em seu novo álbum, Shakespeare do Gueto II, uma extensão de seu trabalho de estreia. É rap de primeira, com uma sonoridade baseada na estética do drill, com rimas que tratam das desigualdades estruturais, mas também flertando com outras vertentes musicais como o boombap, o samba reggae e o trap.
Galf AC & DJ EB – Tertúlia
Baiano radicado em Curitiba, Galf AC é um dos rappers mais ativos da cena nacional. São dezenas de trabalhos lançados nos últimos anos, com diversos parceiros. Este ano já apresentou dois álbuns de um nível muito alto. Tertúlia é uma parceria com o paulista DJ EB. Juntos e com diversas participações, eles fazem um trabalho primoroso de boombap com altas doses de rap jazz e chillin, com muitas nuances, beats e samples cuidadosos que norteiam as rimas assertivas de Galf e dos convidados.
Rei Lacoste – O Que Você Ouve / O Que Houve Com Você
Ao partir do rap, Rei Lacoste apresenta sua nova viagem estética, utilizando uma fusão de ritmos da música urbana contemporânea para transmitir sua mensagem. Nesta terceira mixtape, ele mostra maturidade em experimentar com reggaeton, afrobeats, drill japonês, trap experimental, future bass, MPB, em um trabalho recheado de convidados. (leia faixa a faixa)
Rock, pop, experimental

Canto Torto – Obsceno
A definição de punk rock psicobilly torto e sujo é precisa para o som da banda Canto Torto.Formada por importantes figuras do rock baiano, Cadinho Almeida (baixo/voz), Wilson Santana (bateria) e Anderson Martins (vocal/guitarra), o power trio faz muito bem o rock garageiro que se propõe. Poderoso, agressivo, poético, mas também dançante e divertido, sem abrir mão de críticas contundentes, o álbum faz lembrar como o rock ainda pode render. Punk rock, psycobilly, com riffs certeiros, vocal marcante, banda azeitada, produção caprichada, flertes com hardcore, pós punk anos 80 e psicodelia.
Colibri – 3R, Pt II
Formada em 2017, inicialmente como a banda de um homem só, o hoje quinteto Colibri chega ao segundo capítulo de sua trilogia 3R aprofundando as experimentações sonoras que já vinham promovendo. Agora com uma sonoridade mais densa e soturna, a banda explora novos caminhos e trilha um percurso reflexivo e poético por rock progressivo, pós-punk e jazz experimental, resvalando ainda em folk, dream-pop, música brasileira e psicodelia.
Cajupitanga e Arthus Fochi – Próximo
O duo conquistense Cajupitanga faz um trabalho fora da caixa, com métodos inventivos de criação e registro. Neste trabalho, eles partiram de peças de improviso do compositor carioca Arthus Fochi, samplearam e foram dando novos rumos às criações através de colagens, retorções, inversões e sobreposições. O resultado trafega por experimentações não herméticas, passa por jazz e música ambiente e resvala em ritmos brasileiros e latinos.
Veteranos

Riachão – Onde Eu Cheguei, Está Chegado
Um dos sambistas mais importantes da Bahia, Riachão, falecido em 2020, deixou registros gravados e nunca lançados. Este ano, a primeira parte dessas gravações ganhou o público através do álbum Onde Eu Cheguei, Está Chegado, quinto de Riachão, lançado de forma póstuma com 10 canções inéditas escritas pelo artista. A obra havia começado a ser gravada antes de sua morte, por isso traz algumas vozes, recuperadas e utilizadas em quatro feats com nomes de peso. Criolo e Martinho da Vila dividem as vozes com ele, Beto Barreto colabora com sua guitarra elétrica e o neto Taian traz a carga afetiva familiar. As demais faixas trazem um time de primeira de nossa música interpretando as composições: Teresa Cristina, Josyara, Roberto Mendes, Pedro Miranda, Enio Bernardes, Juliana Ribeiro, Fred Dantas, Nega Duda e Clarindo Silva. Riachão segue mostrando o melhor do samba da Bahia.
Mateus Aleluia – Mateus Aleluia
Aos 81 anos e quase 65 de carreira, Mateus Aleluia reafirma, em seu quinto álbum solo, a vitalidade criativa e espiritual que move sua obra. Cercado de cuidadoso trabalho de arranjos, que valorizam sua voz e seu violão, o veterano artista faz um profundo mergulho no amor, em uma busca pelo sentido da existência. O amor além do romântico, mais amplo, ancestral e universal. São seis canções íntimas e inéditas, todas com mais de sete minutos de duração, rebuscadas com uma delicada orquestração de pianos, sopros, coral e percussão.
Filhos de Gandhy, Ilê Aiyê, Olodum, Malê Debalê, Muzenza, Didá e Cortejo Afro – Mundo Afro
Apesar da trajetória de décadas, os Blocos Afro baianos possuem uma quantidade insuficiente de gravações que deem conta da importância de seu valor cultural e da própria produção musical realizada por eles. Para tentar reduzir essa deficiência e registrar algumas de suas composições, o projeto Mundo Afro reuniu sete das mais importantes instituições afro de Salvador – Filhos de Gandhy, Ilê Aiyê, Olodum, Malê Debalê, Muzenza, Didá e Cortejo Afro, para uma coletânea fundamental. Com o objetivo de apresentar um panorama do universo percussivo afro-baiano em sua pluralidade, diversidade e polirritmias, a coletânea traz cada um dos grupos com três faixas cada, mostram sua própria linguagem, seus toques e convenções particulares.
Marujos Pataxó – Hoje é o Dia do Índio
Para quem gosta de música tradicional popular, há ainda muito a ser descoberto. O projeto Marujos Pataxó joga luz sobre uma sonoridade pouco conhecida, mas muito valiosa, o samba indígena originado na Aldeia Mãe Pataxó, no sul da Bahia. Apesar da limitação da gravação, o álbum Hoje é o Dia do Índio traz um belo registro da sonoridade ancestral desse povo, que ajuda a mostrar a colaboração para o ritmo e a manter suas tradições percussivas e rítmicas. São 11 músicas autorais e ancestrais inéditas, que retratam a natureza, a cultura e a vida no campo, além de fazer um apelo pela demarcação das terras indígenas no Brasil.
Instrumental

Trio Cravo & Canela – Trio Cravo & Canela EP
No ambiente instrumental, alguns álbuns merecem menção. Um dos destaques é o Trio Cravo & Canela, formado por experientes músicos (Giroux Wanziler, Uirá Nogueira e Caio Ferreira) que há apenas três anos se juntaram e, através de piano, baixo e bateria, trazem o celebrado e meio esquecido samba jazz. O primeiro trabalho do grupo, um EP homônimo com cinco faixas autorais, mostra refinamento nos arranjos, sensibilidade nas harmonias e uma capacidade de criar temas que remetem ao melhor do gênero. Um início bastante promissor.
Julio Caldas –Nordeste na Palma da Mão
O versátil músico Julio Caldas apresentou seu álbum Nordeste na Palma da Mão, uma obra focada na riqueza tímbrica e simbólica das violas brasileiras. Um trabalho de pesquisa em que utiliza formatos distintos de viola (caipira, machete, dinâmica, entre outras) em afinações consagradas como cebolão, rio abaixo e rio acima, para celebrar as raízes da música nordestina, com arranjos que transitam entre o tradicional e o contemporâneo.
Lista completa de álbuns baianos lançados em 2025 (jan.-jun.)
Adrian Vilas Boas – Cantos de Antes de Ontem
Alana – Sertãodemim
Alexandra Pessoa – Peixa Suburbana EP
Ana Paula Albuquerque – Tributo aos Tincoãs
Anderson Cunha – Escravos e Santos EP
Aurata – .OSME vol.dois
BaianaSystem – O Mundo dá Voltas
Beto Martins – Tempo Relativo
Brenda Cruz – Pagando pra Ver
Cajupitanga e Arthus Fochi – Próximo
Canto Torto – Obsceno
Carcarás – Libertação EP
Cidade de Ateus – Pós Madrugada
Colibri – 3R, Pt II
Dan e os Caras da Esquina – O Velho e o Blues EP
Dendê Dub – Tambores Graves Urbanos
dymi – …eu sei que eu disse…
Esquema Símio – Mediunidade
Fatel – Ao Vivo no Sesc Casa do Comércio
Filhos de Jorge – Ninguém tá só (Deluxe)
Gab Ferruz – Ferruz
Gabriel Mercury – Gabriel Mercury
Galf AC & Dj EB – Tertúlia
Galf AC & Digmanybeats – Ectoplasma
Gilton Della Cella – Gente Brasileira
Gravnave – Cintura sem Censura EP
Guias Cegos – Niquim EP
Igor B. – Não Posso Parar Ao Vivo Na Infinu
Igor Serravalle – São João Encantado
Injúria – Resiliente EP
Isaac Moreira – Minha Natureza
Jacau – Herege
Jadsa – Big Buraco
João Merín, Laiô e Yaan – Olhos de sol EP
Josyara – Avia
Jotaerre – Audiovisual Depois da Tempestade
Jota rare – Energias, Equilíbrio e Alquimia
Julio Caldas – Nordeste na Palma da Mão
Lamúria Abissal – Nosce Te Ipsum
Luan Carvalho – Fé, Amor e Groove EP
Luedji Luna – Antes que a Terra Acabe
Luedji Luna – Bom Mesmo é Estar Debaixo D’água (Ao vivo)
Luedji Luna – Um Mar pra Cada Um,
Majur – Gira Mundo
Manuela Rodrigues – Manu
Marujos Pataxó – Hoje é o Dia do Índio
Mateus Aleluia – Mateus Aleluia
Melly – Amaríssima V2 (Remix)
Mirceia Jordana – À vontade
Moisés Victório – Borí EP
Nanashara Vaz – Date
Organoclorados – Dreams and Falls
Patatins – Morrer. Viver. Sertão EP
Processman – Seu Axé EP
Professor Doidão e os Aloprados – Sujeito na Contramão
Rachel Lessa – A Vez da Rosa
Rachel Reis – Divina Casca
Ravi Lobo – Shakespeare do Gueto II
Rei Lacoste – O Que Você Ouve/ O Que Houve com Você
Riachão – Onde Eu Cheguei, Está Chegado
Senat – Vol. 1 EP
Silas Niehaus – Màriwò EP
Simples e Natural – Rua do Céu
Suingue Sueco – Outra Sensação
t/o/m – Algumas Faltas (Epílogo)
Tom Ribeiro – Mudança – I EP
Tonho Matéria – Versões EP
Trio Cravo & Canela – Trio Cravo & Canela EP
Vários – Mundo Afro
Ventura Profana – Todo Cuidado é Pouco
Wall Cardozo – Homem Menino







